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Instituto Eu Quero Viver
terça-feira, 11 junho, 2013 23:51

A imposição estética e cultural midiática

Myzerowaste.com
É a mesma mídia que condena a nova geração pela busca do prazer efêmero e aversão aos relacionamentos sérios e duradouros

É comum ver notícias sobre os riscos das cirurgias plásticas e a inconsequente busca das pessoas pelo corpo perfeito. Parece até clichê em alguns momentos, mas é um fato na sociedade.

Em entrevista recente em um programa da TV Cultura, um cirurgião plástico falou sobre a banalização de cirurgias plásticas e como o Brasil se tornou um dos maiores adeptos dessas intervenções estéticas (com mais de 900 mil/ano) ao lado dos Estados Unidos (mais de um milhão/ano).

O médico defendia a cirurgia plástica quando necessária para alguma correção em pacientes vítimas de acidente, queimadura ou imprevistos que implicaram em certa deformidade corporal. Como a ditadura da beleza, imposta culturalmente pela mídia nos últimos 70 anos, levou a uma busca pela imitação do corpo e da redução aparente do envelhecimento, as cirurgias plásticas se tornaram populares. É a contradição da mesma mídia que enche a programação com publicidades, novelas e filmes em que os artistas supermaquiados se apresentam como padrões de beleza, moda e também de relacionamentos. Afinal, os artistas e jornalistas são, antes de mais nada, modelos.

Os noticiários condenam a lipoaspiração. As frequentes notícias negativas tornam a submissão a tal cirurgia mais arriscada do que morar em Damasco nos dias de hoje. E o interessante, é que os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apontam que menos de 1% das lipos feitas por profissionais credenciados terminam em óbito. Ou seja, os veículos de comunicação fazem terror para que a pessoa emagreça e seja bela como Angelina Jolie ou Brad Pitt na mesma intensidade em que informam que mortes por cirurgias plásticas são comuns.

É a mesma mídia que condena a nova geração pela busca do prazer efêmero e aversão aos relacionamentos sérios e duradouros. É a mesma mídia que mostra cenas de alto teor sexual nas novelas, casais felizes e fartas mesas de café-da-manhã. O contraponto disso tudo se dá pela divulgação nos mesmos veículos das canções que fazem apologia ao sexo, à traição, à bebida. E por que o telespectador não pode querer se igualar a esses “ídolos”? Buscar um “relacionamento” duradouro com mulheres de belezas inalcançáveis, já que esta é a receita de uma família feliz?

A hipocrisia midiática é resultado da falta de uma espécie de ombudsman nas programações. A crítica às novas gerações precisa ser revista. Não significa que a teoria do bom selvagem seja aplicável. Mas não há como negar o pensamento de Simone de Beauvoir de que as pessoas não nascem homem ou mulher; elas nascem macho e fêmea. Logo, a construção cultural tem seu peso na formação das gerações.

Leia outros artigos de Fillipe Alves Fillipe Alves especial para o FarolComunitário

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