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Artigos


A lei da ação sem reação
Lendo artigo do "Farol" senti obrigação de fazer uma reflexão e compartilhar algumas conclusões baseadas no que aprendi na Academia. 
por Aurélio Veloso
20/03/2007

A universidade, pelo próprio nome, pressupõe universalidade. Mas o que seria essa coisa. Seria transpor as barreiras dos campi, que na minha simplória visão nem deveria ter muros. Seria opor-se à reconhecida incapacidade de ter vontade de colaborar para o bem comum com o conhecimento recebido –na maioria das vezes gratuita, via órgãos federais- em seus mestrados e doutorados - a nossas expensas, que lhes são enviadas através dos impostos..

Parece que tem muita ligação (via, através, a nossas expensas),mas tudo está ligado. Chamo isso, desde algum tempo, de REPRODUÇÃO DO CONTEXTO SOCIAL . Isso funciona assim. Quem tem continua tendo e quem não tem vá se ralar. Ou seja, aquele que estuda em escolas particulares –caríssimas e só para ricos- acaba entrando em Universidade pública, que com algumas exceções têm faculdades melhores que as privadas. E os que estudam nas escolas públicas sucateadas, com professores pagando para trabalhar, às vezes sem comida e agora sem algumas disciplinas básicas, vão trabalhar de dia e estudar à noite, para entrar nas fábricas de diploma que brotam como tiririca (conhece, amigo leitor?).

Nelas o nível dos professores também são baixos, os salários idem, a qualidade e muitas outras coisas. A forma de provar que essas só pensam em dinheiro é fácil. Olhe bem as propagandas de época de vestibular, parecem propagandas de queima total de estoque. Lá existem equipamentos caríssimos, prédios suntuosos, mas isso dá para vender. Por que quem lá trabalha, da faxina às coordenações, para não falar na direção superior a isso (pró-reitores e que tais), passando pelo professor, têm que ministrar "trocentas" aulas por semana e recebe uma mixaria.

Esses pobres professores das faculdades particulares, dificilmente conseguem trabalhar em regime de dedicação exclusiva, ou seja, se dedicar a pensar, planejar, dar aulas e ir para casa sem fadiga, ou com algum tempo vago, que lhe conceda a graça de poder ajudar as pessoas que realmente necessitam, em atividades que seu conhecimento adquirido, sabe Ele como, é para esta finalidade também.

Para provar isso vejam! O professor sempre tem outro(s) empregos –o das particulares- o que os obriga a fazer uma ginástica que chega a entortar os ponteiros do relógio. Sai cedo de casa e nem sabem se volta, mas vai à luta.

Para se ter uma idéia da diferença. Enquanto os primos ricos das públicas têm um tempão para meditarem, dormirem em salas fechadas, ou tomarem umas escondidos - enquanto podiam estar empregando o tempo em prol da comunidade que os cerca. Os outros tentam driblar o tempinho de descuido de um chefe para redigir, formatar, imprimir uma cópia, esconder em meio a outros papéis e xerocar provas e boletins.

Esses primos pobres recebem por hora/aula, ou seja, o tempo em que estão em sala de aula, mas têm que levar para casa, trabalhos, provas, projetos e muitas outras coisas, que têm que ler, corrigir, avaliar, dar nota – no tempo em que podiam estar empregando o tempo em prol da comunidade que os cerca, tenho certeza que já ouviu essa sentença antes. Ou leram, mas recebem um salário apenas, o que fazem em casa não conta. "Faz parte" do trabalho de professor, que é um sacerdócio. P.... ops, quase perco a compostura, coisa nenhuma. O magistério é uma profissão como qualquer outra, mas recebe diferente nesta situação.

Não estou aqui querendo que os professores das públicas se matem como os das privadas, mas que os últimos, pelo menos tenham as mesmas condições dos primeiros.

Não são eles que fazem paralisações e greves e, por melhores salários, ano sim e outro? Também tem o estudante tem que estudar nas férias. Mas eles não ficam nem aí. Escrevem, no próprio emprego, artigos contra a violência, a fome, miséria e tudo de feio o que há neste planeta azul, mas fo... ops, de novo, dane-se o resto, acaba saindo um livro no final do ano, sai uma graninha extra e a gente vai levando.

O outro lado é dos estudantes. Até nisso o coitado das privadas (desculpa se insisto na dualidade) tem que fazer loucuras para "casar" as férias do emprego com a faculdade e poder ir para a casa dos pais, parentes, uma fazenda de amigos, um rancho de um conhecido que se compadece........o das públicas vai é ser favorecido, por que o pais acham até bom que eles viajem em baixa temporada, é mais barato.

Portanto o universo em que vivemos –nossa comunidade- não é assistida por nenhum dos dois, que trabalham nas escolas. Mas tem que haver um culpado dessa disparidade. Por que um aluno viaja para a praia, para o exterior e o outro fica no cóxis do mundo, bem perto né?

Só pode ser culpa nossa! Não é só dos dirigentes políticos! Nós é que os colocamos lá!?! Vamos refletir e procurar saber por que estamos com medo de atravessar a rua, andar sozinho, ou até acompanhado à noite, não se ouve serenata, não se bebe em qualquer lugar. Aí, em Uberlândia, como em muitas cidades, o melhor lugar para se beber é no(s) bar(es) da rodoviária. É! Pode até parecer loucura, mas lá tem uma porção de gente, posto policial (nem sempre garante, mas é melhor tê-los por perto, por que alguns não são sérios, não vamos condenar a todos).

Tenho uns, hoje colegas, que se admiravam quando os chamava para beber na rodô de Uberlândia (onde lecionava), para esperar um ônibus quando vinha para Uberaba (onde moro). Mas hoje eles devem se penitenciar às minhas sugestões, vou avisar Janu, Remi, Manu e o resto da turma que já foi lá para lerem o "Farol".

Por favor colegas das públicas abram os horizontes daqueles que podem mais, para ajudar os que podem menos. Por que, afinal todo mundo TEM que pohder (neologismo do autor para ser menos indelicado).

Aurélio Veloso, 43 anos, jornalista e professor universitário em férias, talvez sem fim

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