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As mães e os filhos das mães

Sex, 8 maio, 2009 17:07

Paiva Netto

No opúsculo “Mãezinha, deixe-me viver!”, 1989, anotei que atravessamos época de transformações profundas. Daquelas que pesado tributo pagam ao exagero. É o vale-tudo. Nem as mães escapam. Chegou a ser de “bom gosto”, para alguns, falar-se mal delas... Certo pessoal anda mesmo é querendo ser filho da máquina, a boa senhora do computador... Eis a civilização do absurdo, que tanta coisa deseja sem saber o que verdadeiramente quer. “Vade retro!”. Freud explica... Explica?! Porém tudo se altera e passa...

Lembro-me de que quando criança existiam bondes. E como era romântico trafegar neles nas “horas mortas”... Durante o “rush”, não! Havia uns pequenos cartazes, que diziam assim: “Tudo na vida é passageiro, menos condutor (o cobrador) e motorneiro” (digamos, o motorista do praticamente extinto veículo elétrico, que as novas gerações não conheceram). Agora a gente vê que até aquelas duas figuras, hoje folclóricas, também eram passageiras. Enganou-se, pois, o poeta marqueteiro...

Mas voltando ao assunto: sacudida a Árvore Sociedade, caídos os galhos secos, as folhas murchas, os frutos podres, que impediam seu correto desenvolvimento, a planta sempre rejuvenesce, torna a florescer. É a vitória da vida, o sucesso do Bem. Tudo passa, realmente passa, menos ele. Por quê?! Ora, por quê! Deus é Amor, e “nada existe fora Dele”, afirmava o libertário Alziro Zarur (1914-1979). Quem declarar que não quer ser amado (ou amada) está doente ou mentindo, o que resulta no mesmo...

Pensam que mãe não tem rima? Será?! Então secou-se-lhes a musa, ou saiu em férias... Mas não semelhantemente à famosa experiência de Guerra Junqueiro...

Mãe faz rima perfeita com Amor.

A musa em férias

Por falar no velho Guerra (1850-1923), contam que o episódio assim se deu: o respeitado poeta português foi ao médico. Não sabia o que lhe cansava os ossos. O clínico, depois de examiná-lo com paciência, prescreveu ao cliente: “– Professor, o senhor não tem nada físico que um bom descanso não corrija. Viaje. Não faça nada, nem escreva, e tudo terminará bem. Pode confiar”. O vate prometeu que o faria. Contudo, o que acabou ocorrendo foi o seguinte: quando voltou do “descanso”, trazia um dos seus mais belos feitos para um novo livro: “A musa em férias”.

Homenagem
Separei um lindo poema de Casimiro de Abreu (1839-1860) para homenagear as mães do Brasil e do mundo, da Terra e do Céu da Terra, que tem justamente esta invocação: “Minha mãe”. Recordo-me de que Zarur, o fundador da LBV, o interpretava de forma magistral:

Minha mãe

“Da pátria formosa, distante e saudoso,/ Chorando e gemendo meus cantos de dor,/ Eu guardo no peito a imagem querida/ Do mais verdadeiro, do mais santo amor!/ – Minha mãe!

“Nas horas caladas das noites de estio,/ Sentado sozinho, co’a face na mão,/ Eu choro e soluço por quem me chamava/ – ‘Ó filho querido do meu coração!’/ – Minha mãe!

“No berço pendente dos ramos floridos,/ Em que eu pequenino feliz dormitava,/ Quem é que esse berço com todo o cuidado,/ Cantando cantigas, alegre embalava?/ – Minha mãe!

“De noite, alta noite, quando eu já dormia,/ Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,/ Quem é que meus lábios dormentes roçava,/ Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?/ – Minha mãe!
“Feliz o bom filho que pode contente,/ Na casa paterna, de noite e de dia,/ Sentir as carícias do anjo de amores,/ Da estrela brilhante que a vida nos guia./ – Uma mãe!

“Por isso eu agora, na terra do exílio,/ Sentado, sozinho, co’a face na mão,/ Suspiro e soluço por quem me chamava:/ – ‘Ó filho querido do meu coração!’/ – Minha mãe!”.

Boa notícia

O portal Boa Vontade (www.boavontade.com) divulgou que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira, 22/4, a Lei Pietro, de autoria do deputado federal Beto Albuquerque, que institui a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. O texto prevê que anualmente, de 14 a 21 de dezembro, sejam desenvolvidas atividades de esclarecimento e incentivo à doação de medula para que se aumente no Brasil o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Hoje, o país contabiliza cerca de 10 mil novos casos de leucemia, doença que na maioria das vezes apenas pode ser enfrentada por meio de transplante”.

Aos que dele necessitam, elevamos nossas permanentes orações para o pleno restabelecimento da saúde.

José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

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