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60 anos de Fraternidade

terça-feira, 12 janeiro, 2010 19:29

Paiva Netto

Ao raiar de 2010, a fraterníssima Legião da Boa Vontade completa 60 anos de profícua existência. Seis décadas ao lado do povo, ajudando-o a suplantar as mais árduas pelejas da vida. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, no dia da Confraternização Universal, (1o de janeiro de 1950), pela genialidade do saudoso jornalista, radialista e ativista social Alziro Zarur (1914-1979), a LBV tem como logomarca um coração azul, entrelaçado por 34 elos – referência ao número do versículo do capítulo 13 do Evangelho de Jesus segundo João: “Amai-vos como Eu vos amei”. Nela ainda se lê o Cântico dos Anjos aos pastores no campo, quando do nascimento do Cristo Ecumênico: “Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade”. É o grande símbolo de sua atuação solidária e ecumênica, quer dizer, universal.

A comemoração dessa data dá-se graças ao apoio popular. Vem dele a força motriz que levou a Instituição, em 2009, a cumprir o desafio, lançado por ela mesma, de distribuir, em todo o Brasil, a famílias de baixa renda, mais de um milhão de quilos de alimentos. Isso sem contar os seus programas socioeducacionais, pautados pela Pedagogia do Afeto e pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico que asseguram diariamente um padrão de qualidade nas ações voltadas às crianças, aos jovens e aos idosos atendidos em nossas unidades espalhadas pelo território nacional.

ELO ACHADO
Numa página que escrevi – publicada na antiga Revista LBV no 170, de junho de 1999, fica expresso esse sentimento que inspira e faz crescer a Legião da Boa Vontade. O texto surgiu de um improviso que fiz na Super Rede Boa Vontade de Rádio: O Amor é Deus:

O Amor é a suprema definição da Divindade. É o elo perdido que a criatura busca na imensidão do estudo científico, que, para mais rapidamente progredir no âmbito social, tem de irmanar-se à Fé sem fanatismos a fim de encontrar esse elo. Há quanto tempo, considero que a Ciência iluminada pelo Amor eleva o Ser Humano à conquista da Verdade!

E o que é mais o Amor?

O Amor é o grande campeão das mais difíceis batalhas. Está presente quando o desassistido, ou o ser amado, precisa do seu socorro. O Amor não pede para si mesmo. O Amor oferece o auxílio que o desamparado suplica. O Amor, com discrição, atende até ao apelo não abertamente expresso.

O Amor não deserta, pois socorre sempre. Nunca traz destruição, propicia a Paz. O Amor não adoece, ele se renova para recuperar o enfermo do corpo ou da Alma. Não promove a fome, traz o alimento. O Amor instrui e liberta, porquanto reeduca e espiritualiza. O Amor não constrange, porque confia. Por esse motivo, poetizou Rabindranath Tagore (1861-1941), famoso bardo e filósofo hindu, amigo de Gandhi: “Ó Deus! O Teu Amor liberta, enquanto o amor humano aprisiona”. O Amor é tudo: o enlevo da existência, pois afasta o temor. O Amor, quando é ele mesmo, sempre triunfará, visto que não coage nunca. Enfim, o Amor governa, porque é Deus — mas igualmente Justiça. O Amor é o Elo Achado.

Bem a propósito, em outro conceito, no tocante ao Amor de Deus e à Sua Justiça, escrevi: No Tribunal Celeste vigora o Amor, todavia não existe impunidade. É sempre necessário enfatizar que em consonância ao Amor de Deus permanece também a Justiça Celeste. A sublime redenção exige da criatura reabilitada pelo Amor Divino a devida correspondência em atitudes. De outra forma, seria a glorificação da impunidade.

ANO-NOVO E MENSAGEM DE PAZ

Em As Profecias sem Mistério, defino o Ano-Novo como a renovação da Esperança, cujo resultado depende de nós, criadores da riqueza ou mantenedores da pobreza, individual e coletiva, material e espiritual.

Nosso melhor desejo de feliz Ano-Novo a todos é que possam encontrar, sempre mais, o conforto, a sabedoria e a libertação que as lições do Divino Educador nos proporcionam para a Eternidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35).

José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

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