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Instituto Eu Quero Viver
sábado, 4 dezembro, 2010 13:03 - atualizado em: domingo, 5 dezembro, 2010 14:13

Quo Vadis Wikileaks?

 
 
 
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Na dita era da informação, tudo que alguns não querem é que ela exista. A coisa chamada "opinião pública", parece ser um grupo de pessoas influentes e que por desejar o anonimato e a consequente manutenção do poder, "planta" a informação ou distribui "cacos de vidro" literários para manter a maioria incauta boiando em assuntos que acabariam com a festa.

Os disfarces são muitos. Nesse momento hiper cibernético da nossa história, temos as redes sociais para lançar nuvens no nossos olhos e fazer de conta que todos são bonitos e cheirosos (hipocrisia) a quintessencia do "LIGUE-DJÁ" e cujo interesse maior, pelo menos parece, é vender milhares de bugigangas com descontos que beiram os 98%.

Julian Assange e seu Wikileaks, parecem ser a bola da vez. Minha vó já dizia que "Quem não deve não teme", razão pela qual o alvoroço dos governos e instituições com as informações liberadas por Assange no site, não deveriam causar furor se não fossem verdadeiras.

Na década de 40 nos Estados Unidos da América, uma onda de pensamento capitaneada pelo então senador Joseph McCarthy apontava o "mal" em tudo e todos que se alinhassem com a então União Soviética e acabou com muitas carreiras artísticas, científicas, culturais e religiosas. Uma "caça às bruxas comunistas", insana, baseada em investigações inconclusas, superficiais e condenatórias que foi duramente atacada pelo jornalista Edward R. Murrow até que o feitiço virou contra o feiticeiro e McCarthy acabou relegado ao ostracismo e à morte prematura.

Essa "onda purificadora" ficou conhecida como "Macartismo" e seu sentido atual é sinônimo de atividades governamentais antidemocráticas, visando a reduzir significativamente a expressão de opiniões políticas ou sociais julgadas desfavoráveis, limitando para isso os direitos civis sob pretexto de "segurança nacional".

Se Julian Assange fala a verdade, merece espaço para divulgar amplamente as informações que se diz possuidor. Ao contrário, se o que está sendo divulgado pelo Wikileaks e seu tutor, forem mentira, cadeia nele, mas só depois de investigação profunda e isenta por organismos internacionais, com amplo direito ao contraditório.

A era da informação tem exatamente esse papel. Permitir que tudo seja dito para que se separe o joio do trigo. O jornalista, todo jornalista, deveria ter como premissa mais do que em qualquer outro tempo, esgarçar a verdade e derrubar os mitos, as "versões oficiais" e mostrar o "making of" do jogo diplomático.

Curiosamente a era da informação, não trará a era do conhecimento se tudo que for informado, sofrer qualquer tipo de censura. Prender Julian Assange e bloquear o Wikileaks vai atender apenas os interesses dos citados e talvez a verdade nunca venha à tona.

Mais importante que ver a vitrine é saber como ela foi feita, essa é a base do politicamente correto. Do mesmo modo que muitos já se preocupam com a origem do carvão do churrasco, ou o motivo do baixo custo de produtos "made in" certos países do mundo.

Afinal de contas está nas nossas mãos determinar se tudo que queremos saber é o objeto do mais recente cupom de descontos ou se vamos descobrir se Julian Assange é a reencarnação de Joseph McCarthy ou de Edward R. Murrow. Só o respeito à liberdade de expressão permite uma avaliação verdadeira e nisso reside a diferença entre infância e maturidade social.

Para encerrar sugiro uma lida em A "guerra" do Rio e nossos 200 anos de atraso.

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