Doe para manter a versão nacional       Assine a edição local de Uberlândia

Nossos sites

Parceiros

Expediente

Políticas do Portal

Contribua para manter o Parque Nacional Serra da Capivara | Patrimônio Mundial pela Unesco
GERAL CADERNO 1 CADERNO 2 CADERNO 3
CADERNO 4 BLOGS LINKS ÚTEIS METEOROLOGIA

#zikazero | CLIQUE AQUI, SAIBA MAIS E PARTICIPE | #zikazero
A sociedade mobilizada para vencer a luta contra o mosquito

Instituto Eu Quero Viver
quinta-feira, 9 agosto, 2012 22:08

Preservar a memória não é guardar velharias

Divulgação
George Thomaz resgata a história servindo-se do lúdico

Vou aqui contar uma breve história e fazer um exercício de reflexão, para alinhavar falando de um personagem que está dando sua contribuição para que nosso futuro não seja uma gaveta cheia de "dispositivos móveis" sem bateria e sem software, absolutamente inúteis, apesar do que pretensamente tenham registrado ou feito no seu curto ciclo de vida.

Há alguns dias falei aqui sobre a importância de preservarmos nossas memórias como forma de entendermos o presente e preparar o futuro.

Como entendo que esse tipo de assunto nunca se esgota, registro aqui mais uma vez e apresento esse simpático trabalho.

Destruir não combina
Toda vez que eu lembro do estrago arquitetônico, histórico e arqueológico que os invasores fizeram nas Américas dá uma tristeza profunda. Porém não só. Do mesmo modo qualquer destruição é absurda e a lista histórica é imensa e muitos povos ajudaram a promover por diversos motivos a eliminação do passado só pelo prazer de marcar território.

Mas há os que preservam, com as ferramentas que estiverem disponíveis, os pedaços da história antes que a patrola carregue.

Nossa querida Uberlândia, não fez diferente. Ao longo dos seus poucos 124 anos de história emancipada que serão comemorados no próximo dia 31, quase nada resta que lembre qualquer detalhe do que foi o Arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro do Uberabinha, sítio que por sinal é cerca de setenta anos mais velho.

Perdeu-se muita coisa em nome do progresso e aí todo o registro que poderia contar a saga de quem andou por essas plagas nos meados dos anos mil e setecentos vai ficando cada vez mais trabalhoso.

O maior problema disso é que por sua natureza e vocação, as levas migratórias, continuam chegando por aqui sem saber do esforço e da vida inteligente que viveu nesse sertão, quando tudo era longe, pesado e difícil. Está tudo apagado.

Essa destruição gera um fenômeno interessante que eu chamo de despertecimento, a lacuna que ligaria o ser humano vivente ao que formou aquele lugar onde ele vive. O brasileiro de maneira geral é assim. Talvez por isso ele olhe prédios antigos como coisas velhas, derrube árvores e jogue livros no lixo, destrua sua própria história e portanto se sinta desconectado com a sociedade onde está inserido. Talvez seja essa uma das raízes da nossa violência urbana.

Por isso, sou fã ardoroso de todo aquele, natural ou imigrante que coloca os olhos nos detalhes, que vasculha as estantes, que remexe as gavetas e vai gradativamente ligando os pontos antes que tudo esteja tão esmaecido, que já não possa mais ser resgatado. Evita com isso a "catarata social" e abre uma janela de oportunidade para que as gerações seguintes possam saber o que fez com que esse lugar em especial chegasse onde chegou.

Um "estrangeiro" preservando
O paulistano George Thomaz que vejo como um fomentador histórico-cultural traduziu a história de Uberlândia em álbuns de figurinhas resgatando lugares, cenas, memórias, registros, dados biográficos, detalhes arquitetônicos e esse formato lúdico leva a dois resgates: Primeiro no meu modo de ver traz à tona nossa criança interior. Quem teve o prazer na infância, de colecionar um álbum, sabe do que estou falando, quem não teve está aí uma excelente oportunidade. O segundo cura o que eu chamei lá em cima no texto de despertencimento, possibilitando que se descubra o significado original das coisas e a reflexão sobre a importância de se manter os elos históricos como combustível das realizações futuras.

Figurinhas Carimbadas - Micro-biografias de personagens de Uberlândia é o assunto do Volume 3 e como destaca o autor "Todos os personagens que aqui aparecem são nossos coadjuvantes na incrível aventura da vida que um dia será lida como uma linda lenda".

Assim como eu estou vivenciando o imenso prazer de visitar a história desses personagens que fazem a liga da trajetória de Uberlândia dos tempos do arraial até hoje, convido você que lê a fazê-lo também. Saber o que significa o nome de uma rua ou de uma praça, reconhecer um rosto numa fotografia em prédio público, saber quem passou por aqui, nasceu aqui, chegou aqui e deixou uma marca peculiar na história vai ajudar você a se sentir pertencendo e sendo pertencido no lugar que escolheu para viver.

Figurinhas Carimbadas
Micro-biografias de personagens de Uberlândia
Volume 3
Contato direto com o autor George Thomaz
georgethomaz@hotmail.com ou
034 91276367

Leia o que já publicamos sobre Patrimônio & História

ARTIGOS | OUTROS ARTIGOS DESTE AUTOR

Material jornalístico de uso livre segundo as atribuições específicas de cada fonte exceto quando especificado em contrário. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes, sempre devidamente identificados. Créditos das fotos devem ser preservados. Nenhuma das fontes mantém qualquer vínculo comercial ou de outra ordem conosco. Em caso de dúvida, consulte. Leia também nossos Termos de Uso e Serviço | Preços, prazos, links e demais informações podem sofrer alteração e correspondem ao dia em que o material foi publicado sendo de responsabilidade da fonte original.

Considere contribuir com o nosso trabalho!!! Obrigado!!!

Últimas no FarolCom

Veja também

Mapas do Triângulo

Meteorologia

FarolCom no Twitter

FarolCom no Pinterest