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Instituto Eu Quero Viver
terça-feira, 18 setembro, 2012 11:19

Bonapartes e Adolfos, Getulinhos e assemelhados

arte/farolcom

Você que vai ler esse texto, vai percebê-lo truncado. Aparentemente sem ligação em determinados trechos. Foi de propósito. O Brasil de hoje está tão sem pé nem cabeça, com tanta gente se engalfinhando para ocupar seu lugar na história, que a própria história vai ficando sem sentido.

Bonapartes e Adolfos, Getulinhos e assemelhados, acotovelam-se na promessa de um país diferente, mas repetem as mesmas bobagens e provincianismos que vicejavam nos idos de 63, dicotômico e dourado.

O Império Brasileiro deixou de funcionar como estrutura de governo há 123 anos, mas a Síndrome do Imperador nos governa até hoje.

O que veio depois, cada coisa a seu tempo, ajudou com que o brasileiro ficasse "velhaco" com relação a tomar partido e passou a defender seu próprio lado alijando-se com isso do próprio processo de participação na vida pública do país.

A história toda não cabe aqui, mas o resultado mais moderno é esse período que vem da mais recente onda de democracia nos recentes 26 anos da nossa história. Um tempo que já é maior do que o último ciclo de regime de exceção, dos tantos que já vivemos desde Pedro Álvares Cabral.

E como o Brasil não se resume às belas São Paulo e Rio de Janeiro da mídia, posso dizer que no geral, temos situações na educação, na saúde, nos direitos civis e outras, muito parecidas daqueles tempos de antanho. E aí é que mora a tal Síndrome do Imperador. Enquanto não se bate o cetro ao pé do trono, nada acontece.

Duques, Viscondes, Condes e Barões fazem vista grossa para os problemas básicos e enviam seus melosos relatos ao Monarca, que adora fazer de conta que tudo está bem.

Voltando ao regime democrático
Talvez pela primeira vez na história, porque a conjuntura de mundo é outra, temos a oportunidade de reverter esse quadro nefasto e tomando o país nas rédeas, possamos realmente mudar os detalhes faltantes o que não é exatamente uma tarefa fácil.

....Não faça leitura linear dos acontecimentos. A nossa "inocência política" impede que enxerguemos as "agendas ocultas". Despertem!

....Eu ainda acredito que podemos elevar o padrão crítico nacional, elevar a discussão política e tirar uma parcela maior da população dessa Síndrome de Parque de Diversões

Nossa despolitização continuada é que provoca as aberrações que estamos assistindo. Onde não há discussão sadia e senso crítico..... O Panorama é muito mais amplo e as atitudes estão na linha do chão. Lamentável....

....Lógico que pode ser diferente, mas e o Ego onde fica?

É uma questão de lógica. Ainda que o problema possa estar restrito a um grupo dentro do grande grupo, qualquer iniciativa do grande grupo está sob suspeição.

....Que seja! Penso que sou de onde vivo, pouco importando onde fui fecundado e parido porque isso foi a regra magna para que eu estivesse aqui. O prédio que me serviu de "manjedoura" foi demolido há muito tempo. Deve ser por isso que ando solto pelo mundo e minha história é o lugar onde estou agora!!!

A rede social seja ela qual for, permite que você veja qualquer assunto, publicado por qualquer pessoa. Mas antes de curtir ou compartilhar, verifique se o assunto já tomou outro rumo, se há informações melhores que anulam o que você está lendo. Verificar a data é o primeiro passo e se o assunto te interessa vá pesquisar antes de apoiar. Se tiver uma fonte, confira primeiro para ver se não é "fake". Eu posso escrever qualquer coisa por aqui e dar como fonte o Papa, o Lula, o Fernando Henrique, o Papai Noel e por aí vai. Não deixe que as pessoas informadas percebam que você é desinformado. E por favor lembre que não é possível saber quem te visitou no Facebook, nem mudar a cor da sua página. Conecte o dedo ao cérebro e ao coração, para não espalhar mentiras involuntariamente. \o/

....Por mais idílica que pareça a vida do Cadinho, você vai ter que aturar Nina/Rita, Carminha, Max e Nilo

Como no mito de Pandora, não é o cara, mas o que tá dentro da caixa junto com ele. A lebre em primeiro plano e os gatos "tudo mocado".

Parábola do Festim de Bodas
“E respondendo Jesus, lhe tornou a falar segunda vez em parábolas, dizendo:
O Reino dos Céus é semelhante a um homem rei, que faz as bodas a seu filho; e mandou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, mas eles recusaram ir.
Enviou de novo outros servos, com este recado: Dizei aos convidados: Eis aqui, tenho preparado o meu banquete, os meus touros e os animais cevados estão já mortos, e tudo pronto; vinde às bodas. Mas eles desprezaram o convite, e se foram, um para a sua casa de campo, e outro para o seu tráfico.

Outros porém, lançaram mão dos servos que ele enviara, e depois de os haverem ultrajado, os mataram. Mas o rei, tendo ouvido isto, se irou; e tendo feito marchar seus exércitos, acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disse aos seus servos:

-As bodas com efeito estão aparelhadas, mas os que foram convidados não foram dignos de se acharem no banquete. Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para as bodas. E tendo saído os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete de bodas.
Entrou depois o rei para ver os que estavam à mesa, e viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? Mas ele emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de dentes. Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos".

Não vivo em um país democrático e já tenho bastante tempo de vida para avaliar o que era o Brasil antes e depois de 1986. Essa purpurina travestida de democracia que jogam nos olhos de todo mundo, um dia vai começar a arder e aí mora o perigo.

Tenho convicção plena, pois já estive envolvido com isso, que greves são ferramentas eficientes para por a população em polvorosa, porque paralisam setores e perturbam a ordem, Caminhoneiros, Professores, Servidores Federais em diversas esferas, a insanidade da greve das Universidades e agora a dos bancários, muito mais do que qualquer epidemia misteriosa. Leia essas informações de forma transversal e vai ver que todas servem de pano de fundo para abafar as questões realmente importantes da República. Era assim em 1963, sinal de que não saímos do círculo vicioso.

Antes de 1986, você podia falar de política, mas tinha que tomar cuidado porque as paredes tinham ouvidos e o pensar era visto como algo nefasto para o desenvolvimento do país e para a manutenção da ordem (sem aspas).

Depois de 1986 falou-se cada vez menos de política, até porque algumas gerações nasceram e cresceram conhecendo apenas um lado da história, a oficial, e o culto ao silêncio que preserva vidas já estava bem alicerçado, de modo que a abertura democrática já não seria capaz de provocar muitos desconfortos. Alijados de literatura e pensadores, cresceram, como eu por exemplo, decorando nome de ministro, siglas governamentais, uns 3 ou quatro heróis interessantes para o sistema, matemática, português e geografia.

Hoje em dia eu não posso falar de política, pois agradarei alguns e desagradarei outros e por não saber mais de que lado está posicionado o "sniper" corro todos os riscos. A própria Justiça Eleitoral age, ainda que eu não possa ser generalista, como censora do processo democrático, quando proíbe e pune a discussão política em público antes das eleições como propaganda extemporânea e proíbe durante o período eleitoral para manter a alegada igualdade entre os candidatos.

Não há debate, há somente imposição de nomes, alguns diga-se de passagem, uma verdadeira afronta à inteligência. A discussão política permanece restrita aos comitês onde os pobres mortais não tem acesso, muito pelo desinteresse habilmente plantado antes e regado depois.

Ausência de debate
O cidadão recebe no peito uma saraivada de fotos do tipo "cara-crachá" para escolher no meio de centenas, os 10 ou 20 que vão legislar no município durante quatro anos. Sem saber a quem servem, que espécie de grupo está por trás, quem trabalha de verdade, quem está afim de cavar uma boquinha, quem está de fantoche de outros interesses. A ferramenta mais eficiente para evitar isso seria o amplo e constante debate, a liberdade de expressão, que inexiste além do papel.

Em 2012, 26 anos depois da retomada do Estado de Direito e 24 anos depois da promulgação da Constituição Cidadã o grosso dos cidadãos permanece absolutamente desinteressado e permanentemente desinformado, transformando o processo eleitoral numa obrigação burocrática que nos rouba um domingo ou dois a cada dois anos.

O bom senso, mais do que a "propaganda ufanista" manda permanecer no rumo em que estamos hoje. O que se está chamando de mudança tem tudo para redundar num emperramento sem precedentes. E nossa má vontade em discutir política nos transforma em telespectadores, desprovidos de senso crítico.

Eleição não é partida de futebol, não é reality-show, não vai dar para telefonar toda semana para escolher quem sai.

Liberdade de Expressão
Nesses tempos de internet, sites, blogs e redes sociais, igualmente, vê-se o peso ditatorial imperando, com candidatos pretensamente prejudicados, recorrendo à justiça para tirar o Facebook, o Twitter ou o YouTube do ar no país todo, mesmo em se tratando de querela regional. E tristemente, por vezes são atendidos.

- Que analfabetismo é esse que pensa que a internet é uma "empresa" que está a difamar este ou aquele?

- Que acham da ideia de fechar nossas fronteiras, cada vez que um banco for assaltado, com o objetivo de preservar as instituições?

- Que tal interditar os portos, quando uma lancha naufraga, sob o pretexto de manter o mar sem marola de modo a não atrapalhar as investigações?

- Por qual motivo eu devo me manter calado e conivente com os absurdos do horário político e com o baixo nível e até o escárnio de muitos candidatos?

- Quando minha opinião diverge da de alguém, não posso dar publicidade a isso, sob penas diversas e até perseguição política. Isso é o Estado de Direito?

- É Democracia, ficar 30 minutos assistindo uma apresentação de slides animados que começa com "Coligação Isso e Aquilo", continua com Eu sou Fulano meu Número é Tal e termina de forma patética no tempo regulamentar? Se eu e outros tantos pudessem falar, 90% dos que na maior cara de pau do mundo se oferecem para ocupar cargo na Câmara Municipal, não teriam clima para aparecer.

Na parábola do Festim de Bodas, O Rei depois de ter o convite rejeitado pelos que eram considerados dignos mandou que se fosse às ruas e trouxessem tantos quantos fossem encontrados e ao final mesmo assim determinou que uma determinada pessoa, não vestida para as bodas, fosse colocada para fora. Ou seja é democrático pleitear uma vaga, mas se não estás preparado, faça o favor de cair fora.

E se eu manifesto a minha opinião espero não ter que pedir asilo... na Embaixada do Equador.

A dominação de um povo nasce muito tempo antes de se concretizar. Assaltos à língua, malemolência no julgamento de figurões, aceitação de teorias socialistas que mofaram até na China e outras mentiras. Em Cuba ainda parece que existe, mas é por conveniência mútua.

Todo dia explodem caixas eletrônicos até que um dia propõe-se endurecimento das leis e justifica-se o arbítrio em nome da Soberania Nacional.

Em 1963 o papo azêdo era o mesmo, a tacanhez nacional disputava avidamente uma vaga no ponto mais alto do pódio e deu na mer....cadoria que deu.

Oferecer vantagem ou acenar com a possibilidade delas quando faltam 30 dias para as eleições e onde nas cidades que mais progridem no país, o PT é o último das pesquisas, pergunto: Será crime eleitoral ou vamos nos curvar mais um pouco até que o petit comitê esteja firmemente ancorado no controle da vida nacional? O PT como conceito, representou mudança verdadeira em 1979, hoje ele representa apenas o conjunto do que de pior cada tendência política tem, perdeu sua essência.

E no STF está sob suspeição, o que deveria funcionar como aviso de que não se deve mais colocar ovos nessa cesta, até que toda a história esteja esclarecida. Não estou questionando pessoas mas conceitos.

É nesse raciocínio que repousa o ditado "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és".

E ainda tem pré-sal, Belo Monte, transposição do São Francisco, controle da mídia e outras questões sobre as quais não se fala, não se pode falar, não se deve falar.... Redução do IPI, redução na conta de energia. Qual o custo disso? Qual o setor que vai pagar pelo corte no outro? Ninguém discute e vamos tocando o barco.

(Aqui ía sair um parágrafo altamente censurável, portanto eu mesmo o retirei. Faltam muitas verdades nas histórias que certos grupos estão contando)

Jogando fora o patrimônio conquistado
Uberlândia sempre se empenhou para se destacar. Não fôsse assim desde os primórdios, seríamos provavelmente um rincão atrasado, largado no coração do Brasil. Não estou falando de perfeição, mas de tenacidade. Aqui caberia com a devido proporção, o trecho de Sampa, de Caetano Veloso, "A força da grana que ergue e destrói coisas belas". O que faz crescer é a vontade de crescer.

Nos últimos oito anos a cidade soube com competência, acompanhar a onda de crescimento do mundo e se usar a inteligência vai se alicerçar firmemente para continuar crescendo. Inventar moda agora, é um jogo para lá de perigoso, inoportuno e desnecessário.

Governar é um processo, um grupo, uma filosofia, um plano de trabalho, não uma pessoa. Assim como você não admite facilmente que entrem na sua casa dando palpite sobre onde colocar os móveis, assim é na cidade. Depois de tudo arrumado, no caminho para ser melhorado, vem alguém e diz que vai fazer de outro jeito as mesmas coisas com outros nomes e outras cores. Não é mudança, é maquiagem. E veja bem que "palpiteiro" nunca fica para ajudar, nem se pergunta quanto vai custar.

E vou chegando ao fim sem poder dar nomes, sem falar em português claro. E triste porque uma parcela imensa da população, não entende metáforas, não sabe fazer analogias, não enxerga fora da viseira e fica à mercê de um estupro político como nunca antes nesse país.

 
 
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