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segunda-feira, 3 junho, 2013 10:53

O papel da comunicação na promoção da saúde materno-infantil

Marcella Marques | SES-MG
Para a proteção integral de mães, bebês, família e comunidade existe uma grande quantidade de organizações públicas e privadas que devem ser fonte constante de consulta

Uma das maneiras de espalhar ignorância, não é contar mentiras às pessoas. É dar a elas informações demais. Informação demais pode ser até pior do que ter pouca informação. Eu não consigo absorver a informação, não consigo ter acesso a ela, não consigo usá-la. Então qual é o resultado? É que você se dispersa, entende? - Adin Steinsaltz

As grandes políticas sociais no Brasil passaram por um longo processo de adequação antes de resultar em benefício integral aos cidadãos.

Aqui no Brasil, até a década 60, a previdência social era trabalho de institutos ligados a categorias profissionais como os bancários, os portuários, os comerciários e industriários entre outros. Em 1966 foi criado o INPS, resultante da fusão dos diversos institutos. O objetivo era criar regras nacionais de previdência e aposentadoria. Na década de 90, oriundo de outros processos de fusão, nasceu o SUS – Sistema Único de Saúde com o propósito de universalizar a saúde, garantindo o acesso de todos.

As relações trabalhistas também ganharam sua consolidação em 1943 e nesses 70 anos unificou o procedimento entre patrões e empregados e recentemente apenas, alcançou os empregados domésticos.

Os programas Mães de Minas e Rede Cegonha, também congregam diversas entidades orientadas para o pleno atendimento da gestante, do grupo familiar envolvido e da sociedade.

São programas que atendem o processo de nascimento em toda a sua extensão e tem como objetivo superior, reduzir a mortalidade materno-infantil envolvendo diversos entes para esse objetivo.

A quantidade de entidades parceiras supre o comunicador (seja ele jornalista ou líder comunitário) de informações e estatísticas valiosas para a produção de material informativo que chegue de maneira simples e objetiva ao seu leitor mais importante.

Este artigo tem como objetivo específico, situar o profissional de comunicação dentro do universo da maternidade e a importância da comunicação continuada para a promoção do bem estar da mãe, do bebê e do contexto familiar e social envolvido.

O rabino Adin Steinsaltz em uma de suas entrevistas, destacou a necessidade de aprimorar e qualificar a informação, explicando que vivemos em um tempo onde o imediatismo, o ímpeto midiático, pode dar às pessoas a falsa impressão de conhecimento.

Somos um país de múltiplas facetas sociais, culturais e econômicas e necessidades diversas muitas vezes complicadas pelas diferenças abissais entre um ou mais desses campos e o que às vezes pode ser facilidade em um lugar, pode ser a dificuldade ou a inexistência em outro.

Questões essenciais como saneamento básico, estradas, escolas, médicos e assistentes sociais, mas não só isso, podem se alternar em maior ou menor quantidade e qualidade dependendo da região.

Dessa forma, a contribuição do comunicador na difusão de informação de qualidade é fundamental. Quanto mais próximo de sua comunidade estiver, mais vai poder transmitir o conteúdo, adequando a linguagem ao meio. E para isso sua própria busca por informação de qualidade é que vai enriquecer e fundamentar sua atuação.

No que diz respeito a proteção integral de mães, bebês, família e comunidade existe uma grande quantidade de organizações públicas e privadas que devem ser fonte constante de consulta e que podem homogeneizar a informação, simplificá-la para que seja acessível e compreensível a todas as pessoas sem perder a sua essência, visando exatamente a saúde plena desse grupo.

Taxa de Mortalidade Infantil
Para facilidade de comparação entre os diferentes países ou regiões do globo esta taxa é normalmente expressa em número de óbitos de crianças com menos de um ano, a cada mil nascidos vivos.

O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos.

O Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF) mantém uma ordenação dos países por taxa de mortalidade, utilizando um conceito chamado Under 5 mortality rate ou U5MR definido pela OMS como a probabilidade de uma criança morrer até aos cinco anos de idade, por mil crianças nascidas vivas.

Um panorama publicado no site Brasil Escola dá uma ideia da situação de hoje no país:

http://www.brasilescola.com/brasil/mortalidade-infantil-no-brasil.htm

Fortalecer a rede de informação
Uma rede de informação consistente vai colaborar fortemente para a derrubada de mitos, falsos conceitos e vai trazer luz aos aspectos legais e os direitos fundamentais desse conjunto. Uma rede de informação vai chegar primeiro ao cidadão, afinal é através desses meios que as pessoas se conectam com o mundo.

O Mães de Minas por exemplo ou o Aninhar em Uberlândia e a Rede Cegonha do governo federal são excelentes programas e que em alguns casos podem ser desconhecidos ainda de pessoas que estejam vivendo a experiência da maternidade.

Para ficarmos apenas em Minas, pode acontecer que a realidade em Montes Claros, contraste fortemente com a de Poços de Caldas, pode ser que a comunicação pelo rádio surta mais efeito em uma região e a televisão em outro; a internet ou o jornal impresso podem ainda ser de maior penetração em outras localidades.

Se soubermos onde cada comunicador está, fica mais fácil buscar a informação. Enquanto escrevo esse artigo, recebo uma informação ainda por confirmar que a taxa de mortalidade infantil em Uberlândia em 2012 foi de 8,5/1000, um número abaixo do índice considerado razoável pela OMS que é de 10. Sobre isso pretendo escrever em breve pois não consegui informação oficial.

Preconceito e mitos
A sociedade atual passa por uma grande transformação de conceitos e ganho de direitos impensáveis há alguns anos.

Aquela família nuclear: - Pai, mãe, casal de filhos e um cachorro embora ainda possa existir, não corresponde mais ao perfil básico e único de família e o comunicador precisa necessariamente fugir desses estereótipos para comunicar bem. O mais importante é a saúde do bebê, o elo mais frágil dessa corrente e simultaneamente o da mãe e do núcleo familiar e social onde a criança está inserida.

É nosso papel deixar sempre bem claro que os programas de atendimento estão disponíveis e abertos à participação de todos os envolvidos e que juízo de valor está fora da nossa linguagem.

- Importante é lembrar que simpatias e crendices não podem fazer parte do nosso vocabulário.
- Importante é comunicar sempre que tanto a gestante quanto o pai ou parceiro/parceira têm os mesmos direitos legais.
- Importante é comunicar que a gestante vive um momento mágico e que todas as suas obrigações são com o seu bem estar e o do bebê.
- Importante é conscientizar a sociedade sobre o conjunto de valores e benefícios em prol da dupla mãe e bebê e o significado de uma maternidade saudável.
- Importante que cada uma das nossas linhas sobre o assunto seja sempre orientada pelos canais competentes.

Também e, fundamentalmente importante entender que maternidade envolve concepção, gestação, nascimento, o primeiro ano de vida e que cada fase tem suas características e cuidados. E que quanto melhores forem as circunstâncias desse acontecimento, melhores e maiores são as chances de uma vida saudável para todos.

Embora o Brasil venha mostrando índices de redução geral de mortalidade materno-infantil, ainda existem muitos lugares onde a realidade é diferente. Não podemos apenas basear nossas informações em números, mas nos conectarmos a realidade de nossa comunidade.

Utilizando os canais de informação adequados
Termos à disposição um canal de informação tão completo quanto o Mães de Minas, por exemplo, é inspiração suficiente para que a nossa comunicação seja a mais rica e objetiva no sentido de oferecer a todos que vivenciam o processo de maternidade, informação de qualidade. Vai além, pois na hipótese de mudanças políticas, a nossa informação permanecerá, o que faz de nós ainda mais responsáveis.

As ONGs e outras organizações também abrem um valioso espectro de pesquisa, oferecendo-nos informação de boa origem para levarmos àqueles que nos leem, ouvem e assistem.

Será também através de nós que eventuais burlas a esses benefícios poderão ser denunciadas de maneira a restabelecer a normalidade.

Daqui em diante, teremos mais condições de abordar os inúmeros quesitos que abordam a maternidade e a exemplo da Previdência Social, do SUS e da CLT, venhamos a ter em tempo breve uma política unificada atendendo as gestantes e o núcleo familiar de forma ampla e completa, garantindo a saúde e o crescimento dos brasileirinhos que ainda chegarão por aqui enquanto cuidamos dos que já estão conosco ou a caminho.

Nesses tempos de internet e informação em profusão faz-se necessário o filtro que as organizações e as fontes médicas oferecem para um processo de maternidade absolutamente tranquilo e saudável.

Quanto mais nos empenharmos em divulgar o que existe e o que falta para uma maternidade perfeita, tão mais estaremos colaborando para a formação de cidadãos completos.

O governo e as organizações parceiras precisam encontrar canais livres de comunicação para alcançar esses cidadãos e levar até eles os cuidados necessários.

E como eu citei no começo nas palavras de Adin Steinsaltz: “Uma das maneiras de espalhar ignorância, não é contar mentiras às pessoas. É dar a elas informações demais”.

“Demais” nesse nosso caso, é basear nossa informação em achismos e opiniões não confiáveis.

Um número para ter na ponta da língua: 155 - Através desse número abrem-se as portas para a inclusão da gestante na rede de informação e cuidados pré e pós parto.

Fontes de consulta permanente

http://www.maesdeminas.com.br/

http://redemaesdeminas.com.br/

http://www.unicef.org/brazil/pt/

http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/maternidade/gestacao/conheca-alguns-direitos-da-mulher-gravida

http://www.ecos.org.br/index2.asp
http:// www.rehuna.org.br

http://www.amigasdoparto.com.br

http://www.doulas.com.br/

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