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Sexta-feira, 29 Novembro, 2013 12:06

Cultura da Descartabilidade

Feliciano Guimarães via Flickr
Naquela época, as pessoas faziam compras na feira, no empório, no bazar e conheciam os comerciantes pelo nome

As relações humanas nas últimas três décadas passaram por transformações profundas, em uma velocidade não antes conhecida.

Os descartáveis, os congelados, a comida pronta e "fast" roubaram momentos importantes de convivência entre as pessoas.

Sem nos apercebermos, começamos também a descartar e congelar, a querer tudo cada vez mais rápido e nos afastamos uns dos outros.

Naquela época, as pessoas faziam compras na feira, no empório, no bazar e conheciam os comerciantes pelo nome.

O saco de papel kraft e o jornal embalavam praticamente tudo, até carnes e peixes. Arroz, feijão, verduras, frutas, bolachas, óleo de cozinha e farinhas eram vendidos à granel; açúcar e café eram embalados em sacos de papel, sendo este último, torrado na hora da compra.

Leite, iogurte, creme de leite e refrigerante, utilizavam garrafas de vidro; cada um levava sua própria sacola ou carrinho para as compras, e o lixo, basicamente orgânico era depositado em latas, deixadas nas portas das casas, para coleta de caminhão ou carroça.

Entre o final da década de 1960 e o início da de 1970, começaram a aparecer os supermercados, os hipermercados e os shopping centers e com eles um mundo de embalagens que não existiam.

Nestas últimas décadas embalou-se de tudo e o destino das embalagens também tem sido o lixo, agora dentro de um saco preto, outra embalagem que nasceu na mesma época. Acontece que embalagens são produzidas a partir de matérias primas, que são extraídas da natureza e consomem água e energia elétrica. Não se trata de combatê-las, mas dar-lhes destino adequado, permitindo que retornem ao ciclo de produção, gerando economia, limpeza e poupando os recursos naturais.

Sem dúvida, as embalagens facilitam a nossa vida e organizam as etapas de produção e distribuição, além de garantir a higiene e conservação dos produtos. Nesse sentido, nossa tarefa é consumir com responsabilidade e garantir a continuidade da vida sobre a Terra.

É importante observar que nem todas as regiões do Brasil possuem os meios adequados para o reaproveitamento de todo tipo de embalagem. Significa que ao entrarmos numa loja ou supermercado, devemos estar atentos não só à qualidade e preço, mas ao tipo de embalagem e qual pode ser seu destino após o uso.

Diferentemente das matérias orgânicas, as embalagens por conta da diversidade de materiais empregados, têm tempo diferente de decomposição, algumas, como os compostos de borracha (luvas, esponjas sintéticas e pneus) podem durar indefinidamente no meio-ambiente; o vidro leva milhares de anos para se decompor, os plásticos até 500 anos, o que provoca sobrecarga e encurtamento da vida útil dos aterros sanitários, além do risco de contaminação dos lençóis freáticos.

O meio em que vivemos é reflexo de como vivemos e interagimos com ele e isso inclui o consumo e os resíduos gerados. Por outro lado as relações humanas, serão tão mais sólidas na medida em que não nos olharmos como mais um produto na prateleira, pronto para consumo.

Publicado originalmente aqui

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