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Instituto Eu Quero Viver
Terça-feira, 3 Junho, 2014 10:28

Pelo direito de pensar alto e dissonante

Ilustração
Retrato do primeiro golpe de estado

Dilma, Corinthians, Aécio, Flamengo e Eduardo ou pelo direito de pensar alto e dissonante. Obrigado por ter acessado este link e sinta-se à vontade para opinar. Tanto faz que seja uma boa opinião, uma má, uma pró ou uma contra.

Há 514 anos assistimos as decisões serem tomadas de cima para baixo, baseadas em mapas, decretos, bulas, gráficos, estatísticas e suposições, sem que ninguém pergunte aos reais interessados suas opiniões.

Não são os atores, mas o modelo que está vencido. Desde as caravelas estamos perdendo sucessivamente as oportunidades de alinhar os interesses do país, fazendo dos nossos códigos (constituição, civil, penal, tributário e blá, blá, blá), imensas colchas de retalho, cada vez mais puídas e o povo, oras o povo, permanentemente alijado dos processos decisórios.

Dilma, Corinthians, Aécio, Flamengo e Eduardo. Tem gente no mundo pensando em estradas inteligentes.

Durante 308 anos, na condição de Colônia, nada ou quase nada podia-se falar. As decisões vinham prontas da Coroa e os tempos eram de um incessante sangramento de reservas naturais para a satisfação dos cofres d'além-mar.

Nesse período foi plantado e germinado nosso sistema de corrupção. Que ninguém acredite que os bons patrícios cumpriam à risca as determinações de Lisboa. Nossa falta de planejamento também.

Ao homem comum, nunca foi dado o direito de participar. Em 1808 nos tornamos cabeça de reino e nem assim tomamos atitude de começar o país

Mas é para discutir, não para assimilar preconceito. A discussão nem começa, nem acaba na atitude do Daniel Alves que aliás fez exatamente o contrário do que o senso comum espera. Esse cara que postou esse cartaz, não entendeu o recado.

O racismo é uma das vertentes do preconceito e eliminar o preconceito é muito, muito mais difícil do que eliminar o racismo. Qualquer reducionismo nessa questão em qualquer direção é perder a chance de discutir abertamente e tornar ridículo o preconceituoso. Se a vida te der limões, faça uma limonada. Se um cretino te atirar bananas coma-as. No Brasil atiram-se bananas metafóricas há 514 anos e todo mundo come. Triste isso.

Dilma, Corinthians, Aécio, Flamengo e Eduardo. Ninguém ensinou o brasileiro a pensar largo e os que se arriscaram ganharam o ostracismo.

Imagine que estamos todos migrando de um sistema linear para um sistema holográfico e que o que antes ía do ponto A ao ponto B numa sequência "lógica" e "natural", pode ser observado agora de múltiplos ângulos e diferentes perspectivas e mesmo sem um fio condutor aparente, leva a resultados inesperados e até mais simples.

Uma visão que transfere poder migrando para uma que confere poder e não é a primeira que sustenta a segunda.

Um processo lento que inclui o desmoronamento do velho em paralelo a construção do novo. E a bagunça que isso gera não encontra referência no mundo em funcionamento.

Imagine também que tudo que acontece ao nosso redor, flui primordialmente de dentro de nós mesmos e que não há mais como apontar a solução ou o problema para uma fonte externa a nós.

O país está empobrecido de ideias porque no nosso caso ainda estão encasteladas em pequenos circuitos, não chega nas ruas, não move o homem comum, a massa de manobra ainda é grande.

É para que a rua tenha acesso, que os movimentos acontecem. Pode soar estranho queimarem ônibus, bandeiras. Pode soar estranho, mas é o grito entalado que sai de uma vez. A carcaça velha precisa se romper e não temos metodologia pronta, não amadurecemos.

Dilma, Corinthians, Aécio, Flamengo e Eduardo. O tempo é o do carro elétrico, da célula de hidrogênio, do wifi na geladeira que conversa com o supermercado.

Brasileiro sempre foi ensinado a dizer sim ou não e a bater palma para a autoridade do momento. Não é de se estranhar que o futebol e a religião polarizem tanto as atenções. Ninguém aprendeu, a apreciar o esporte e a beleza da vida, mas só a torcer a favor ou contra e em geral por uma questão de sobrevivência. Considere-se que a Inquisição Portuguesa durou oficialmente até 1821 e a tumultuosa partida de Dom João VI deu-se no dia 26 de abril de 1821. Coincidência (estou pensando alto). Metástase para a vida política da nação prestes a parir-se.

É preciso ir além do Pré-Sal e ir além dos políticos, não se pode conceber que alguns milhares detenham o poder de decisão e a patuléia siga feliz, pelo menos da boca para fora. É um paradigma forte e antiquado que precisa ser quebrado. Nação é obra de todo mundo ou não se é nada.

Precisamos colidir as ideias, confrontá-las, discordar, discutir, retirar os panos quentes porque já estamos cozidos demais, esfarelando, sem que se chegue a um consenso. É para lá que vamos.

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