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Instituto Eu Quero Viver
domingo, 30 novembro, 2014 - 23:17

Processos de ocupação urbana desconsideram os ciclos da natureza

Divulgação/Sabesp
Sistema Cantareira

A água que se consome nas cidades representam em média, 11% do total. O maior consumidor de água é a irrigação das lavouras, quase 70%. A questão é que a água urbana é muito mais desperdiçada e pouco se aproveita o período chuvoso. Água urbana é tratada e tem um único uso e seu destino é o ralo.

Do momento na história em que os burgos começaram a se formar na esteira do declínio dos feudos até hoje, o homem vem ocupando sistemática e continuamente os espaços que eram em sua origem, mata, cursos d'água, morros e vales.

O processo de ocupação urbana nunca levou em consideração que impermeabilizando todo o território, a água ía parar mais longe do que normalmente. E se essa ocupação foi feita sobre lençóis freáticos, como São Paulo por exemplo, a recarga dos lençóis fica prejudicada. Pode ser até que sequem.

Desmatamento e atividades minerárias em geral promovem o mesmo tipo de desequilíbrio.

Não se trata de negar todos os avanços que a tecnologia nos proporcionou e ainda proporciona. O ról de benefícios é imenso, mas a fórmula parece dar seus últimos suspiros.

A crise hídrica em São Paulo é muito mais efeito da ocupação maciça e desordenada, impermeabilização do solo e desmatamento nas áreas de mananciais do que simplesmente escassez de chuva. Aliás, quando se faz tudo isso junto, a chuva que cai vai direto para os rios e não fica armazenada no subsolo.

Não obstante o modelo de construção das cidades segue inalterado: calçadas cimentadas, ruas asfaltadas, quintais impermeabilizados e nenhuma área de escoamento natural de água de chuva. O estacionamento dos supermercados e shoppings seguem o mesmo raciocínio, tudo asfaltado.

Abra buracos no seu quintal

Se você quiser estudar e entender a questão das recargas dos lençóis freáticos comece a pesquisar, mas se você não tem tempo, comece tão logo seja possível a melhorar as condições de absorção da água na sua própria casa. A minha possui 24 m² de jardim nos fundos e 12 m² na frente, cerca de 10% do terreno. Significa que toda a água que cai nesses pedaços, desce necessariamente para o fundo da terra. Outra parte, cerca de 64 metros lineares de calhas, recolhem a água que cai do telhado. Você pode fazer um espaço com 2 m². Num quarteirão com 20 casas já serão 40 m² distribuídos e absorvendo a água da chuva. Se as mesmas 20 casas recolherem numa chuva mediana, 150 litros de água em tambores, serão 3 mil litros de água a menos nas ruas. Em 10 quarteirões serão 30 mil litros. Água que pode ser usada para dar descarga em banheiro, lavar chão e regar plantas.

Troque o piso da calçada

Um piso intertravado que não atrapalha a circulação de pessoas com alguma limitação de mobilidade também evita que uma parte da água da chuva vá parar diretamente no rio ou participe de alguma enchente.

Água que vai direto para o rio vai embora rápido e não resolve a questão hídrica. Menos impermeabilização, mais segurança hídrica para todos os que moram em cidades. Não se resolve essa questão com medidas paliativas.

Leia isso:

1 - A silenciosa revolução para restaurar os nossos ecossistemas aquáticos

2 - O Bispo e o Velho Chico

3 - Salton Sea (em inglês)

4 - O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água

5 - Everglades (em inglês)

Saiba mais no Caderno Água

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