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Instituto Eu Quero Viver
sábado, 24 janeiro, 2015 - 13h15

As cidades não precisam crescer, precisam evoluir

Lara Repolez
Conjuntos populares em geral estão desprovidos de infraestrutura

O mundo é um grande laboratório e sempre vamos precisar de um modelo. Alguns se mostrarão longevos outros não e mesmo assim, sempre segundo o ponto de vista do grupo dominante.

Do jeito que está hoje em 2015, o modelo das cidades está mostrando sinais evidentes de cansaço e se continuarmos esperando por melhores dias, talvez eles nunca cheguem.

Regra geral, vivemos ainda como no tempo dos burgos. Uma parcela de modo sofisticado e uma multidão de um jeito até parecido, com dificuldade de acesso aos serviços básicos, quando não sem.

Só que não adianta ampliar os horizontes, é mais inteligente qualificá-los e redistribuí-los para que o progresso alcance rapidamente a maior parcela possível da humanidade e as porções mais extensas possíveis de terra e além de limites geográficos.

Cidades que continuam crescendo ao invés de evoluir destroem a si próprias e as que lhe são vizinhas. O negócio não é crescer. É evoluir.

Primeiro porque o território não muda e para que existam condições de vida precisamos de árvores, água, segurança, saúde, educação, cultura, transporte, fontes geradoras de renda, as calçadas, as praças e as ruas na proporção das casas tendo como foco as pessoas.

Construir prédios então, constitui na minha visão uma das maiores aberrações. Escondem o horizonte, bloqueiam a luz do Sol, hiperaquecem o microclima, sobrecarregam as vias de tráfego e em boa parte das vezes, não sabem conviver com árvores.

Temos tecnologia suficiente para começar um movimento de retorno aos modelos mais antigos. Um burgo de ontem com a tecnologia de hoje pode ser o melhor dos mundos. A Era Industrial teve um importante papel na construção dos saltos tecnológicos e ensinou modos mais inteligentes de ocupar espaços, mas seu prazo de validade venceu. Sejamos gratos a ela e deixemos que se vá.

Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro não podem mais servir de parâmetro para progresso, ou seja, não é o caso de procurar outros lugares para repetir o modelo. As duas em especial estão mostrando para o Brasil inteiro o que acontece quando se cresce ao invés de evoluir. Uma parcela significativa das cidades médias do país ainda seguem esse modelo e a única coisa que vão conseguir é o mesmo resultado.

Você já deve ter reparado que grandes conglomerados passam por um processo de fragmentação ou vão à falência ou deixam de crescer porque a evolução bateu nas suas portas.
Na minha profissão o exemplo mais gritante é o dos jornais de papel. As pessoas não deixaram de consumir notícia, mas as fontes estão tão pulverizadas que só mesmo os grandes grupos ainda se mantém, mesmo assim, demitindo funcionários e reduzindo tiragens. Não importa o que a propaganda a respeito diga.

O raio demolidor nesse e em outros processos chama-se Google, não a empresa, mas o conceito que ela plantou. O raio googlelizador. É diferente de todas as outras. Quando eles se propuseram a organizar a informação do mundo, deram o sinal para o desmonte de qualquer estrutura que não soubesse se reestruturar.

Está lá, no alto da página “Sobre” do site deles em letras garrafais: -“A missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis”.

Ou seja, qualquer coisa organizável.

Não adianta criar novos jornais nos moldes anteriores é preciso qualificar as novas mídias para que sejam confiáveis também. Na mesma linha vão o cinema, as bibliotecas, a televisão, os serviços e o próprio modo de funcionamento da vida na Terra.

Bem da verdade, qualquer coisa construída nos moldes da Era Industrial está fadada ao fim na forma e irremediavelmente compelida a melhorar o conteúdo. Isso vale para prédios, geração de energia, shoppings, monoculturas, burocracias e num dado momento, até os governos. Organizar significa revisar todos os conceitos em forma e conteúdo. Leia isso também:

https://www.google.com.br/intl/pt-BR/about/company/philosophy

A tecnologia está transferindo pacotes maciços de poder a cada cidadão e cada cidadão tem a possibilidade de redesenhar o mundo segundo sua própria percepção.

Então a resposta para a crise hídrica, para a crise energética e para todas as crises que nos rodeiam em todas as áreas é a revisão de forma e conteúdo.

Insistir em continuar no modelo vigente é projetar fracasso retumbante de modo cada vez mais rápido.

Conclusões de momento
- O Sistema Cantareira não tem solução de curtíssimo prazo. Mude-se.
- O risco de apagão é altíssimo porque o calor está elevado, o nível dos reservatórios está muito baixo e a bandeira tarifária está vermelha. Busque alternativas.
- Depender de ações de governo é sempre receber muito menos e de forma homogênea demais. Organize-se em cooperativas.
- Desconfie.

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