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Instituto Eu Quero Viver
domingo, 29 março, 2015 - 15h21

A questão das águas e nossa incapacidade de resolver o óbvio

Falar de crise hídrica, quando na verdade a crise é de planejamento e que pelo menos nos útlimos 100 anos e até um pouco mais, apesar das enchentes, insistimos em construir e ampliar cidades desconsiderando as realidades geográficas, físicas e científicas.

Não nos falta bom senso ou tecnologia para investirmos com todas as forças em modelos que nos permitam usufruir da chuva de maneira inteligente.

Em fevereiro foi em Poá (SP), em março, Taboão da Serra (SP), mas são centenas, talvez milhares de situações de alagamento, desmoronamento e caos por conta das enchentes.

Luiz Augusto Daidone/ Prefeitura de Vargem
Seca na represa do Sistema Cantareira, em São Paulo

São bilhões de litros de água perdidos, simplesmente por não existir a infraestrutura que as aproveite e de quebra, sobram as mortes e a destruição que assistimos com cara de inexorabilidade.

Até falar mal da chuva falamos, esquecendo que o estrago é por conta da nossa própria incúria nas questões de urbanismo.

Comecemos por abrir buracos, deixando a terra livre para drenar aos lençóis freáticos as águas que vão perenizar represas e rios, muitas vezes bem longe dos nossos olhos. E garantir que nossa ocupação urbana não nos mate de sede.

Construa reservatórios de alvenaria ou com tambores para recolher água da chuva. É simples e essa água pode ser usada na limpeza geral.

O sistema Cantareira está colapsado de tal forma que compromete por um tempo impreciso essa visão antiquada de progresso que muita gente cultiva. Não é questão de ser um ecochato. O Brasil desperdiça 37% da água distribuída em rede, mas as construções urbanas não favorecem minimamente o ciclo hidrológico natural. Asfalto, cimento, vidro, resinas e outros impermeabilizantes fazem o serviço de mandar as águas para as ruas, para a tubulação pluvial ou como na minha cidade, pelas ladeiras abaixo inundando a principal avenida ou diretamente para o rio que a corta. Em muitos lugares não há rede de coleta ou é tão insuficiente que a água se acumula pelo leito das ruas.

Reúna-se com seus amigos e vizinhos, organizem um sistema de captação de água da chuva, montem um sistema de energia solar, nem que seja para pequenas economias, (lâmpadas por exemplo) e vamos começar a tirar a sobrecarga dos sistemas instalados. Eu defendo a ideia de que as cidades precisam evoluir ao invés de crescer, aproveitar da maneira mais inteligente a quantidade de recursos naturais que existem no Brasil.

Mobilização é a palavra chave, precisamos nos mobilizar nas questões de boa convivência em sociedade e em breve vamos descobrir a inutilidade de algumas coisas e reduzir a dependência de outras que a vida urbana ocasionou. E não é apagando a luz por uma hora, uma vez por ano ou acompanhando o índice dos reservatórios da Sabesp ou da Copasa. A cosciência não pode ficar tranquila.

Ninguém precisa retornar mil anos no tempo, mas aproveitar de forma inteligente as tecnologias que já estão disponíveis.

Saiba mais no Caderno Água

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