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domingo, 12 julho, 2015 - 12h25

Correções de um ou dois milímetros promovem grandes mudanças

No início do século 20 a crença de que o automóvel , barulhento, era uma moda passageira, fez com que alguns fabricantes de carruagens investissem pesado na sofisticação e luxo desses carros.

Mesma miopia selou o destino dos fabricantes de chicote. Idem com os donos de mercearia, que viram com deboche o surgimento dos supermercados.

Faliram todos. Não existe modelo eterno....

Essas constatações estão relatadas entre outras, no artigo Miopia em Marketing, de Theodore Levitt.

Hoje, mais do que em qualquer tempo e em todas as áreas da vida, pensar curto, nos mesmos moldes, vai promover o mesmo resultado.

A sociedade industrial promoveu mudanças no modelo agrário e de tração animal que vinha de mil anos antes e redesenhou o mundo. A sociedade da informação, a tal era do conhecimento, já desmontou o modelo industrial e levou apenas 20 anos para isso.

É o caso de considerar que pensando exponencialmente, não existe modelo rígido daqui para frente.

ilustração
XX
Os fabricantes de carruagens desdenharam a nascente indústria automobilística

Porém, ao mesmo tempo, é preciso rever a estrutura linear com que todas essas coisas são oferecidas, mesmo em tempos altamente tecnológicos o modelo permanece linear.

Os jornais impressos estão entre os grandes afetados pela facilidade de circulação das notícias, ninguém espera a manhã seguinte para saber o que aconteceu. As redes sociais, bem ou mal, colocam o cotidiano em tempo real para quem quiser ver, ler ou ouvir. A televisão e o rádio vão no mesmo caminho.

A questão aqui é verificar a veracidade das fontes, um problema que nasceu junto com a repentina “democratização” das mídias.

Recentemente Umberto Eco, declarou que “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”.

Adin Steinsaltz, afirmou em entrevista no canal Globo News, que “uma das maneiras de semear ignorância é oferecer excesso de informação”. A internet tem essa capacidade.

Sem o discernimento fica-se refém daquilo que se ouve e lê e este é um atributo que se desenvolve pela atenção, pela pesquisa, pela troca de ideias, coisas que a internet promove superficial e incompleta e pior, segundo a tendência ou grupo mais influente, seja pelo carisma, seja pelo poder econômico, influência religiosa ou pelas armas ou tudo isso junto.

O cenário político e eleitoral

Na eleição de 2012 em Uberlândia, o nome de um candidato a vereador teve que disputar com outros 641 durante pelo menos 90 dias (período médio de campanha oficial). Considerando-se o eleitorado total da cidade de 444.792 pessoas, a divisão do bolo ficou conforme o quadro abaixo. Somente 21% dos eleitores participou da escolha da atual legislatura.

Arte: FarolCom - Fonte: TRE MG
O eleitorado municipal de 444.792 em Uberlândia ficou distribuído conforme o quadro acima - 444.792 – eleitorado total; 70.307 – abstenções; 16.238 – brancos; 14.179 – nulos; 248.418 pulverizados e 95.650 a soma dos votos dos 27 eleitos | Fonte: TRE MG
O eleitorado municipal de 444.792 em Uberlândia ficou distribuído conforme o quadro acima - 444.792 – eleitorado total; 70.307 – abstenções; 16.238 – brancos; 14.179 – nulos; 248.418 pulverizados e 95.650 a soma dos votos dos 27 eleitos

As eleições em 2016, na minha observação do movimento de bastidores, promete trazer um número ainda maior de candidatos numa proporção também maior que o crescimento do eleitorado e tornar o caldo ainda mais entornado do que é hoje.

No meu entendimento, as manifestações de junho de 2013, pediram exatamente o fim desse sistema e que já era reflexo do que aconteceu nas eleições. Os 79% que ficaram “fora” por opção ou por pulverização do voto, não estão representados na atual legislatura.

Quem apostar no modelo político vigente pode levar um susto, desperdiçar tempo e recursos. Trazer o cidadão para a roda de discussões vai oferecer uma visão completamente diferente daquela que o nicho político enxerga, incluindo as soluções tradicionais.

Corrigindo a trajetória

Tony Robbins, em uma de suas apresentações, faz uma analogia entre o jogo de golfe e as mudanças possíveis nas vidas das pessoas e no destino das nações. Conforme o jeito de bater o taco na bola, você continua na grama ou joga a bola na água ou joga a bola na areia e isso acontece mudando-se o alinhamento do taco em relação à bola em um ou dois milímetros. Treinando e calibrando a batida muda-se a trajetória da bola e em consequência o lugar onde ela vai parar.

O mundo funcionou até há alguns poucos anos, seguindo um estilo de bater na bola de um determinado jeito, que trazia um resultado infalível, mas que beneficiava alguns em detrimento de muitos. Hoje, a tecnologia tirou a primazia desses grupos e como na lenda de Pandora, colocou o poder, ainda que manco, na mão de bilhões, assim vê Umberto Eco.

Não há paralelo possível entre a cultura digital e a analógica, mesmo que alguns insistam a exemplo dos fabricantes de carruagem.

Os burgos, na baixa idade média transformaram a falência do sistema feudal num novo modelo de vida em sociedade, deles acabou nascendo a era industrial e dela a vida cibernética que nos rodeia hoje. Curiosamente a falência do modelo econômico pode nos remeter ao burgo hi-tech onde cada um troca seu talento com o talento do outro, seja em dinheiro, seja em serviço, seja por simples barganha, escambo e em tempo real, sem limites de fronteira.

Não há modelo predeterminado e nossa tarefa é encontrar a nova calibragem e ângulo da batida na bola.

Lembrando-se de não mais escrever tratados sobre a melhor maneira, pois o dia seguinte pode não comportar mais o achado do dia anterior e fazer ajustes, um ou dois milímetros tantas vezes quantas seja necessário.

A dica então é olhar em volta, descobrir alguma coisa que está fora do lugar, seja uma família que trabalha e passa por dificuldades, seja um problema de trânsito, qualquer problema e oferecer a sua ajuda, não importa o tamanho, importa é corrigir a trajetória. Um ou dois milímetros são suficientes para mudar o final da história.

  • Theodore Levitt - Professor de Administração de Empresas da Universidade de Harvard
  • Umberto Eco - Filósofo e escritor italiano
  • Adin Steinsaltz - Rabino, traduziu o Talmude para o hebraico moderno
  • Tony Robbins - Escritor e palestrante norte-americano
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