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Instituto Eu Quero Viver

terça-feira, 15 setembro, 2009 15:59

Acordo FAPESP e RCUK aproxima cientistas brasileiros e britânicos

 
Eduardo Cesar
De acordo com Celso Lafer, presidente da FAPESP, “a dimensão da internacionalização é ingrediente importante no aprofundamento da cooperação da FAPESP com instituições britânicas e é uma forma de criar um processo de integração e trabalho conjunto de pesquisadores de São Paulo e do Reino Unido.”

Acordo entre FAPESP e Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK) aproxima cientistas brasileiros e britânicos

A FAPESP e os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês) assinaram hoje, 15 de setembro, na Inglaterra, um acordo de cooperação científica que permitirá o apoio das duas instituições a projetos cooperativos propostos por pesquisadores britânicos e brasileiros.

Participaram da cerimônia de assinatura o ministro da ciência britânico, Lord Drayson, o presidente dos RCUK, Ian Diamond, o secretário de Estado britânico Peter Mandelson e o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz. Os pesquisadores John Lucas, do centro de pesquisa agrícola do Reino Unido Rothamsted Research, Joshua Brickman, da Universidade de Edimburgo, Yadvinder Mahli e Terezinha Nunes, ambos da Universidade de Oxford, apresentaram projetos de pesquisa desenvolvidos em colaboração por cientistas dos dois países.

De acordo com Celso Lafer, presidente da FAPESP, “a dimensão da internacionalização é ingrediente importante no aprofundamento da cooperação da FAPESP com instituições britânicas e é uma forma de criar um processo de integração e trabalho conjunto de pesquisadores de São Paulo e do Reino Unido.”

Ian Diamond disse que a iniciativa demonstra o compromisso dos RCUK de expandir oportunidades para que cientistas de nível internacional possam trabalhar em excelentes projetos.

O acordo prevê a apresentação de propostas de pesquisa diretamente por pesquisadores do Reino Unido em associação com pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa sediadas no Estado de São Paulo aos Conselhos vinculados aos RCUK. De acordo com as normas que serão divulgadas em breve, a mesma proposta deverá ser submetida à FAPESP, que participa do processo de avaliação dos projetos. Segundo o acordo, os gastos a serem financiados pelas duas instituições deverão ser compatíveis com as linhas de fomento existentes nos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido e da FAPESP.

“O acordo abre possibilidades para que os pesquisadores dos dois países colaborem de forma eficaz”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. “Estamos interessados em receber propostas notáveis em todas as áreas do conhecimento, tanto em pesquisa fundamental como aplicada”, informou.

O ministro da Ciência britânico Lord Drayson, destacou a oportunidade de pesquisadores do Reino Unido e do Brasil colherem benefícios da colaboração e a possibilidade de parcerias ainda mais fortes entre os dois países em áreas como segurança alimentar e mudanças climáticas.

Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa Biota-FAPESP, que fez doutorado na Universidade de Saint Andrews e pós-doutorado na Universidade de Londres, tem conduzido projetos de pesquisa em parceria com pesquisadores do Reino Unido que objetivam a entender melhor o impacto das mudanças climáticas na perda da biodiversidade.

“No Projeto Temático, apoiado pela FAPESP, que conduzimos pelo gradiente altitudinal na Mata Atlântica, temos trabalhado com pesquisadores do Reino Unido para adaptar e desenvolver novas equações que permitam estimar os estoques de carbono na floresta. O acordo que será assinado representa uma oportunidade excelente de ampliar o escopo de nossa cooperação e de estimular um intercâmbio mais intenso entre estudantes e grupos de pesquisa”, disse Joly.

Yadvinder Malhi, professor do Centro para o Meio Ambiente da Universidade de Oxford, apresentou na cerimônia o projeto que desenvolve na Amazônia em colaboração com pesquisadores brasileiros. O trabalho de pós-doutorado do pesquisador, na década de 1990, teve como foco a medição de fluxos de carbono na Floresta Amazônica e, desde então, o cientista tem trabalhado em conjunto com colegas brasileiros em estudos que têm contribuído para uma melhor compreensão do papel crítico da Amazônia n o clima regional e global.

“Nossa pesquisa na Amazônia tem apoio financeiro dos RCUK e é excelente saber que esse acordo tornará mais fácil para nosso grupo e colegas ter acesso aos recursos de que precisamos”, afirmou.

Gerência de Comunicação da FAPESP / Assessoria de Comunicação


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