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Especial | Junco
quarta-feira, 23 abril, 2008 13:42

Junco

 
 
 
Divulgação Sebrae
 
   
 
Novos produtos revitalizaram a fibra
 
   
     

Mais de 80 anos depois de começar a ser cultivado por imigrantes japoneses no Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, o junco não é mais apenas uma espécie de gramínea plantada em áreas alagadiças.

Agora Junco é também a marca que reúne os produtos de seis empresários dekasseguis que, no último ano, com apoio do Sebrae-SP e da Associação Comercial de Registro, apostaram na diversificação de produtos, na valorização do design.

A logomarca Junco foi registrada em março e será usada como ferramenta para a conquista do mercado de decoração, presentes e moda.

Para isso, dos tradicionais tatamis, esteiras e chinelos, manufaturados da mesma forma há décadas, esses empresários remanescentes passaram a confeccionar bolsas, sandálias, pastas, mochilas, almofadas, pufes, tapetes, cestos e jogos americanos para refeições, produtos desenvolvidos com apoio da designer Fabíola Bergamo especialmente para essa nova etapa.

Um desses inovadores da tradição é Hélio Hideshi Tamada, empresário à frente da Naboro Tamada, negócio criado por seu avô há mais de 50 anos. “Com as seis fábricas unidas, ficamos mais fortes. Podemos dividir grandes encomendas e, agora dar um novo fôlego a este negócio que foi do meu avô e de meu pai. Com a logomarca, os novos produtos e o incentivo do Sebrae podemos ser conhecidos no mundo todo”.

As mudanças, recorda Tamada, começaram em 2006, quando a Associação Comercial de Registro percebeu que os menos de 10 produtores de junco, remanescentes de uma cultura que chegou a ser compartilhada por mais de 80 famílias há algumas décadas, não trabalhavam em conjunto e se viam como concorrentes. Após se reunirem num núcleo do Empreender, o Escritório Regional do Sebrae-SP no Vale do Ribeira iniciou junto ao grupo um trabalho de inovação tecnológica, com ênfase em design de novos produtos desenvolvidos por uma empresa especializada.

Daí foram criadas as almofadas, pufes, bolsas, mochilas e cestos, num total de 40 novos produtos, lembra a analista do Sebrae-SP Karem Portaluppi Duarte: “Por mais de 30 anos tatames, esteiras e chinelinhos foram feitos exatamente do mesmo jeito, sem nenhuma inovação tecnológica, deixando de ser esteticamente atrativo e perdendo o valor de mercado. Agora essa realidade mudou”.

Dessa primeira etapa, o trabalho resultou numa exposição realizada em junho de 2007 em Registro, com o lançamento de um catálogo dos produtos.

Douglas Massayuki Naoi, da DAI Artefatos de Junco, conta que tanto o catálogo quanto agora a logomarca fazem parte de uma estratégia de reforçar no consumidor a identificação dos produtos dos descendentes de japoneses do Vale do Ribeira. “Podemos ainda os seis empresários realizar promoções comerciais em conjunto, assumir grandes encomendas, criar um site único para explorarmos também o e-commerce, além de uma representação comercial em São Paulo. Os novos produtos foram bem aceitos pelo mercado e já estamos em contato com grandes empresas que têm o costume de distribuir brindes para fecharmos grandes vendas”.

Douglas conta que antes da união, os produtores passavam por problemas comuns: “Quando começamos a conversar, vimos que tínhamos problemas comuns: principalmente aquisição de matéria-prima e vendas. Hoje, em conjunto, temos capacidade produtiva e estamos prontos também para exportar”.

Para o gerente do Sebrae-SP no Vale do Ribeira, Daniel de Almeida, a nova postura dos produtores de junco do Vale do Ribeira é fruto de uma nova forma de compreender o negócio: “Este é o objetivo do Sebrae-SP, promover o empreendedorismo, fomentar o desenvolvimento sustentável e o aperfeiçoamento técnico.”

Reportagem veiculada no programa "Antena Paulista" no dia 20/04/2008 apresenta a experiência de empreendedores da região de Registro que se utilizam do junco como meio de negócios.
ESPECIAL

Junco
Quando a tradição vira marca

Cultivada no Vale do Ribeira há 80 anos, cultura do junco é revitalizada com apoio do Sebrae-SP por meio de novos produtos, criação de logomarca comum e aplicação de novas técnicas gerenciais e comerciais

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