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Instituto Eu Quero Viver
terça-feira, 20 março, 2012 23:12

Prevenção de desastres naturais é tema em seminário em Ouro Preto

 
 
 
Divulgação/Sectes
 
   
  O secretário Narcio Rodrigues assintou termo de cooperação com o objetivo promover cursos de capacitação em defesa civil  
     

Implantar uma cultura de prevenção e alerta no país é um dos principais desafios debatidos no evento

Buscar soluções para situações emergenciais e criar mecanismos de prevenção de desastres urbanos causados por eventos naturais.

Este é um dos principais objetivos do Seminário Internacional “Chuvas e Desastres Urbanos”, que está acontecendo em Ouro Preto.

O Estado de Minas Gerais, no mais recente período de chuvas, entre os meses de dezembro e janeiro, teve 234 municípios em estado de emergência prejudicados pelas chuvas, contabilizando cerca de 3,2 milhões de pessoas atingidas. Esta é uma situação que preocupa muito o Governo de Minas, que através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), assinou, nesta terça-feira (20), durante a abertura do seminário, Termo de Cooperação Técnica com o Gabinete Militar do Governador (GMG), através da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG), que tem como objetivo promover cursos de capacitação em defesa civil à distância e presencial; também aconteceu a assinatura do Ato que prevê a instalação de uma estação sismógrafa na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

Os documentos assinados entram em consonância com os propósitos do Seminário, e das instituições parceiras, como o Unesco – HidroEX; o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam); Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que buscam soluções onde a disseminação de informações, somadas as tecnologias existentes e as ações bem sucedidas, se tornem um fator importante para a melhoria no planejamento urbano e para a tomada de ações emergenciais, sob a ótica da prevenção, minimização e mitigação de desastres naturais.

O termo assinado com a Cedec-MG vai promover cursos de capacitação em defesa civil, utilizando os aparatos tecnológicos das unidades dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e Telecentros do Estado, que fazem parte da Rede de Formação Profissional Orientada pelo Mercado (RFPOM) da Sectes, para realização dos cursos. Assim como, a disponibilização e customização do software GPweb e a transferência de metodologia. Com previsão para ter início ainda no segundo semestre deste ano, a parceria irá oferecer cursos básicos voltados para a sociedade com o intuito de capacitar, mobilizar e criar ações preventivas de socorro assistenciais, assim restabelecendo a normalidade social.

Já em decorrência aos constantes tremores que vem acontecendo no Norte de Minas, assim também como para subsidiar estudos e pesquisas no solo da região, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, anunciou a adoção de providências necessárias para instalar uma estação sismógrafa no campus da Unimontes em Montes Claros.

Principais desafios
A palestra magna do evento destacou os principais desafios do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) para redução de risco de desastres e deslizamentos no Brasil, proferida pelo Coordenador da Área de Geologia/Geotécnica do Cemaden, Agostinho Tadashi Ogura.

Para Ogura, a questão dos desastres naturais no Brasil está diretamente ligada à grande incidência e intensificação dos eventos climatológicos extremos, e é necessário que os governos, em todas as suas estâncias, federal, estadual e municipal, se conscientizem das áreas de riscos do território brasileiro. “O país ainda caminha em passos lentos na questão de monitoramento e alerta de desastres, e hoje contamos, é muito importante, que a população observe os sinais dos terrenos das áreas de risco e notifique a defesa civil. Mas esperemos que nos próximos cinco anos tenhamos uma estrutura significativa para monitorar estas áreas e alertar prontamente a população”, comenta o palestrante.

Agência Minas

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