Contribua   Assine   ou Acesse nossa campanha no Apoia-se

Nossos sites

Parceiros

Expediente

Políticas do Portal

Contribua para manter o Parque Nacional Serra da Capivara | Patrimônio Mundial pela Unesco
GERAL CADERNO 1 CADERNO 2 CADERNO 3
CADERNO 4 BLOGS LINKS ÚTEIS METEOROLOGIA

| Dengue, Zika e Chikungunya no Caderno Saúde |
A sociedade mobilizada para vencer essa luta

Agro | Negócios & Economia

Ecopontos, Feiras-Livres e outros serviços em Uberlândia
sexta-feira, 3 abril, 2015 - 9h54

Manejo adequado amplia rendimento de criação de abelhas

   

Pesquisa com a participação do Instituto de Biociências (IB) da USP com 250 criadores de abelhas sem ferrão aponta as práticas de manejo mais adequadas para ampliar produtividade e os rendimentos da produção de mel e de colônias.

Com base nas entrevistas com os produtores, o trabalho indica os procedimentos mais eficientes, como a multiplicação de colônias, a coleta não invasiva e a pasteurização do mel.

A ideia dos pesquisadores é difundir as informações obtidas no estudo por meio de atividades de extensão e cursos técnicos de criação de abelhas. O estudo é descrito em artigo publicado na revista PlOs One.

R. Jaffé
Pesquisa com a participação do IB envolveu 250 criadores de abelhas sem ferrão

O pós-doutorando Rodolfo Jaffé, do Laboratório de Abelhas do Departamento de Ecologia do IB, que integrou o trabalho de pesquisa, afirma que a criação de abelhas nativas sem ferrão é uma prática comum em todo o Brasil e em países tropicais. “No entanto, a maioria dos criadores ainda utiliza práticas rudimentares de manejo”. Os pesquisadores envolvidos no trabalho distribuíram um questionário entre 250 criadores em 20 Estados brasileiros. “A variedade de espécies criadas é grande, são utilizados diversos tipos de caixa para acomodar as colônias, alguns criadores fazem controle de pragas e há desde criações comerciais até pessoas que criam abelhas por hobby”.

O estudo relacionou as práticas de manejo com a produtividade, para identificar os procedimentos que mais ampliam os rendimentos da criação. “Uma prática importante é a inspeção regular das colônias e a alimentação das abelhas. Na estação seca, por exemplo, os produtores que alimentaram as colônias com xarope ou mel diluído conseguiram melhores resultados”, diz o professor. “Existem criadores que apenas obtém as colônias de abelhas na natureza, entretanto o ideal seria ensinar esses produtores a multiplicarem suas colônias, de modo a incrementar o tamanho do plantel”.

Segundo Jaffé, a pesquisa aponta práticas de colheita e preservação do mel que melhoram os resultados da produção. “Entre elas estão a coleta com seringa, que é menos invasiva, e a conservação do mel por meio da pasteurização”, destaca. O controle da infestação por pragas também influi na otimização da produção de mel. “Por fim, a experiência do produtor e sua rede de contatos com outros criadores foi um preditivo importante das melhores práticas de manejo, pois auxilia na multiplicação de colônias e na troca de conhecimentos que são transferidos para a criação”.

Rendimento

O levantamento também contabilizou a quantidade de mel produzida por ano e o rendimento com as vendas do produto. “A maior parte dos criadores vende cerca de 20 litros por ano, embora alguns consigam vender mais de 200 litros”, relata o professor. Em geral, a venda do mel é não é a única fonte de ingresso de renda do produtor, sendo uma atividade secundária. “O rendimento normalmente atinge R$ 2 mil, embora alguns consigam obter até R$ 15 mil com mel e outros produtos das abelhas sem ferrão”.

Entre os produtores entrevistados para o estudo, as espécies de abelhas mais criadas são a jataí (Tetragonisca angustula) e a mandaçaia (Melipona quadrifasciata (Lepeletier)). “Elas são mais comuns no Sudeste brasileiro, região em que se concentra a maior parte dos criadores pesquisados”, aponta Jaffé. “As espécies que predominam entre os criadores variam conforme a região. No Nordeste, por exemplo, são a jandaíra (Melipona subnitida duke ) e uruçu (Melipona scutellaris)”.

De acordo com o professor, os resultados da pesquisa servirão para desenvolver uma metodologia que avalie as práticas de manejo de abelhas mais efetivas. “Algumas dessas práticas já foram identificadas e a ideia é compartilhar essas informações com entidades formuladoras de políticas públicas e com os criadores”, planeja. “As conclusões do estudo também serão utilizadas na criação de programas de extensão e cursos técnicos de meliponicultura, de modo a otimizar essa atividade”.

O levantamento teve a colaboração de pesquisadores da Universidade de Texas, nos Estados Unidos, Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), no Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Universidade Federal do Ceará (UFC), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Também colaborou com o trabalho o Núcleo de Apoio a Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp) da USP, sediado na Escola Politécnica (Poli) da USP, por intermédio da professora Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca, do IB. A pesquisa faz parte do projeto de pós-doutorado do professor Rodolfo Jaffé, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Por Júlio Bernardes | Agência USP

Saiba mais no Caderno Agro

Material jornalístico de uso livre segundo as atribuições específicas de cada fonte exceto quando especificado em contrário. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes, sempre devidamente identificados. Créditos das fotos devem ser preservados. Nenhuma das fontes mantém qualquer vínculo comercial ou de outra ordem conosco. Em caso de dúvida, consulte. Leia também nossos Termos de Uso e Serviço | Preços, prazos, links e demais informações podem sofrer alteração e correspondem ao dia em que o material foi publicado sendo de responsabilidade da fonte original.

Documento sem título
Considere contribuir com nosso trabalho

Últimas no FarolCom

Veja também

FarolCom no Twitter

FarolCom no Pinterest