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quinta-feira, 31 dezembro, 2015 - 13h16

Produção de pães e bolos é profissionalizada em Viçosa

Produtores montam agroindústrias familiares e fornecem alimentos para escolas da região. A produção de pães, bolos e biscoitos é tradicional no município de Viçosa, no Território Caparaó

   

Com a ajuda da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a atividade, importante fonte de renda para famílias de pequenos produtores, tem sido profissionalizada com a instalação de diversas agroindústrias na cidade.

Hoje, a Emater-MG atende três mil produtores de 700 agroindústrias em todo o estado, oferecendo serviços gratuitos de consultoria e assistência técnica.

A extensionista de Bem-Estar Social da Emater de Viçosa, Karina Chequer, explica que há uma demanda grande na cidade por consultorias na área de quitandas – como são popularmente conhecidos os quitutes e doces da culinária doméstica mineira que levam farináceos –, já que grande parte dos produtores são fornecedores de escolas estaduais e municipais da região, cadastrados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Shelen Souza/Emater MG - arquivo
Produção de pães e bolos é profissionalizada em Viçosa | Shelen Souza/Emater MG - arquivo
Produção de pães e bolos é profissionalizada em Viçosa

A Emater participa de todo o processo, desde a instalação da agroindústria, com estudos de viabilidade e desenho de croqui do terreno, até a indicação dos maquinários necessários, e, em uma etapa mais final, auxilia na rotulagem e cálculo nutricional dos produtos. “Trabalhamos diversos pontos importantes com o produtor, como o processamento do alimento. Muitas vezes, por exemplo, ele acha que não é preciso peneirar a farinha, mas, se o fizer, terá uma receita final de melhor qualidade”, afirma Karina.

Para cada tipo de agroindústria, a empresa orienta o produtor na definição das melhores matérias primas e ingredientes, a limpeza dos itens, o ponto certo do produto, entre outros, até ele chegar ao consumidor final. Além disso, promove palestras e capacitações na cidade, que trazem temas como boas práticas e aperfeiçoamento de técnicas.

Há cinco meses, a produtora Izabel Cristina procurou ajuda da Emater de Viçosa para instalar uma segunda agroindústria em sua propriedade. “Já tinha uma de queijos aqui, que minha sogra começou e eu assumi. Mas, como sempre gostei de fazer bolos, roscas e biscoitos em casa, uni o útil ao agradável e resolvi abrir outra agroindústria, de farináceos, para aumentar minha renda”, conta. Hoje ela produz, semanalmente, 1.400 pães e 90 quilos de bolo, que vende para a Escola Estadual Raul de Leoni e mais oito escolas municipais na cidade.

Segundo Izabel, a consultoria da Emater fez com que o processo de abertura da agroindústria fosse acelerado. “Fui orientada sobre tudo o que eu precisava fazer para construir de acordo com as normas da Vigilância Sanitária. Foi tão rápido que eu nem esperava, em menos de um mês já estava tudo regular e funcionando”, diz.

Negócio profissionalizado

A produtora Noemi Rolim comercializava informalmente as quitandas que fazia em casa, mas queria aumentar sua renda e também vender para as escolas de Viçosa. Como um dos requisitos para a instalação de uma agroindústria é que ela seja instalada em um cômodo separado da casa, ela precisou formalizar o negócio. “Construir o espaço foi uma necessidade, mas que só me trouxe benefícios. Depois que profissionalizei o negócio, comecei a fazer as capacitações, que fizeram toda a diferença, pois eu não sabia nem utilizar o forno semi-industrial corretamente”, relata.

Atualmente, Noemi comercializa pães e bolos para 17 escolas na região e, com a ajuda do marido, produz 1.500 unidades de pão e 75 kg de bolo por semana.

Para funcionar, a agroindústria deve ter alvará sanitário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em Viçosa, a Emater atende 12 destas propriedades, que estão regulares. “O processo é facilitado porque temos parceria com a Vigilância Sanitária aqui. Então já conduzimos todo o processo de implantação do estabelecimento agroindustrial em conjunto, evitando prejuízo e retrabalho para o produtor”, afirma Karina Chequer.

Agência Minas

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