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sábado, 27 fevereiro, 2016 - 19h12

Hortas agroecológicas no Norte de Minas

Moradores do Norte de Minas melhoram qualidade de vida com hortas agroecológicas. Projeto da Epamig instalou hortas comunitárias com sistema de captação de água da chuva; veja o passo a passo para montar uma horta agroecológica em casa

   

Agência Minas

Moradores do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas melhoraram sua alimentação com a implantação, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), de hortas comunitárias agroecológicas e com irrigação de água captada da chuva na região.

Os alimentos fresquinhos, colhidos na hora, fizeram a diferença, por exemplo, na comunidade de Posses, em Leme do Prado, no Vale do Jequitinhonha.

Na horta comunitária, instalada na Associação Mãos de Fadas, são cultivadas hortaliças como alface, couve, couve-flor, jiló, quiabo, beterraba, cenoura, abobrinha, moranga e outros. Na época de chuva, são realizados os plantios de grandes culturas, como feijão, milho e mandioca.

Jair Mendes
Alimentação dos moradores do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas melhorou com a implantação do projeto | Jair Mendes
Alimentação dos moradores do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas melhorou com a implantação do projeto

Segundo a pesquisadora e chefe-geral da Epamig Norte, Polyanna Oliveira, o projeto, que conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), começou em 2014 nos municípios de Porteirinha, Janaúba e Verdelândia, no Norte, além de Leme do Prado. “Os moradores não tinham acesso à verduras de qualidade, pois estão longe dos centros comerciais, em locais de difícil acesso e com escassez de água. Tudo que vinha da Ceasa já chegava ruim. Assim, queríamos fazer a diferença nessas comunidades”, explica.

A ideia, porém, surgiu a partir de um projeto implantado anteriormente pela Epamig em 2009 dentro das próprias unidades em Montes Claros, Jaíba, Mocambinho, Nova Porteirinha e no Campo Experimental de Acauã, em Leme do Prado. Nas últimas duas, a horta comunitária foi mantida pelos funcionários, que repartem entre si tudo o que é produzido. “Este projeto anterior havia sido aprovado pelo CNPQ e teve duração de dois anos. Mesmo assim, os colaboradores resolveram manter a horta comunitária nestas duas unidades, pois a alimentação de suas famílias ficou muito melhor”, diz Polyanna.

Em 2014, surgiu a nova versão do projeto, desta vez voltado para as comunidades e com a implantação do sistema de captação de água da chuva. O técnico da Epamig no Campo Experimental de Acauã, Jair Mendes, acompanhou a implantação das hortas e conta que foram adotadas práticas agrícolas que garantem a qualidade do que é colhido, como a rotação de culturas e o controle de pragas e doenças sem uso de agrotóxicos. Além disso, a horta foi construída no formato circular, que permite maior aproveitamento da água e melhor dinâmica das plantas.

Para a irrigação é utilizada a água da chuva, que é captada do telhado por calhas de zinco e armazenada em um reservatório de ferro-cimento. “Em Posses, o reservatório de 52 mil litros transbordou no mês de janeiro, com a captação de 600 mm/mês de água. A média anual na região é 800mm/ano”, comemora o técnico.

Mudança de vida

A Associação Mãos de Fadas, na comunidade de Posses, divide a produção da horta entre as associadas e ainda comercializa o excedente. A verba obtida é utilizada para a compra de sementes e outros materiais. No período de seca, a prefeitura da cidade fornece água por meio de caminhão-pipa, e, em contrapartida, as associadas doam os produtos para as cantinas da escola municipal e da creche.

Vice-presidente da Associação, Eva Maria Castro afirma que a horta foi fundamental em sua vida. “Fiquei dois anos desempregada, mas mesmo assim sempre tive muita fartura em casa para os meus três filhos. A Associação também ficou mais unida. Quando vamos cuidar das plantinhas, é o momento que temos para jogar conversa fora, rir e fazer o que gostamos, pois aprendemos a amar isso aqui”, relata.

A pesquisadora e chefe-geral da Epamig Norte, Polyanna Oliveira, diz que o projeto resultou também na diminuição do consumo geral de água nas comunidades. “Muitas vezes, os moradores tinham uma pequena hortinha em casa, e faziam irrigação sem controle. Como juntou tudo na horta comunitária e ainda é captada água de chuva, o consumo reduziu”, conclui.

Cultivo diferente

Uma das novidades do projeto de hortas agroecológicas é o cultivo de hortaliças e legumes em áreas circulares, que funciona como uma curva de nível. “A água tem mais tempo para infiltrar no solo e é mais bem aproveitada”, explica o técnico da Epamig Jair Mendes. Além disso, o sistema permite a criação de peixes ou frangos no centro da horta, o que, por sua vez, contribuem para sua manutenção.

No caso da criação de peixes, a água contribui para melhor fertilização das lavouras e possibilita às famílias a manutenção de uma fonte alimentar rica em proteínas. Já os produtores que optarem pela criação de frangos podem usar o esterco para a manutenção de canteiros, além de garantirem a produção de ovos e de carne para subsistência e comercializarem o excedente.

Outra possibilidade é instalar a chamada espiral de ervas no centro da horta, com espécies como hortelã, boldo, erva-cidreira, puejo, dipirona, entre outras plantas medicinais. Além de serem utilizadas para consumo próprio, elas acabam virando repelentes naturais contra insetos.

Serviço

Os moradores da região que tenham interesse podem procurar a Epamig para ajudar na implantação da horta, recebendo consultoria e capacitação dos técnicos. “Um terreno com 10x10m já possibilita a montagem de uma pequena horta circular”, diz Mendes.

A partir do projeto desenvolvido no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, a Epamig publicou a cartilha "Hortas no sistema agroecológico com captação de água de chuva", que tem os passos para construção da horta.

Jair Mendes

Hortas agroecológicas no Norte de MinasMoradores do Norte de Minas melhoram qualidade de vida com hortas agroecoló...

Publicado por Farol Comunitário em Sábado, 27 de fevereiro de 2016

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