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sexta-feira, 22 março, 2013 21:43

Produtor de Goiás teme por preços ruins

Henrique Vieira
A opinião foi dada durante a Fenicafé pelo produtor do município de Catalão, no cerrado de Goiás, Márcio Gremonese

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Uma reação nos preços no curto a médio prazo para o café poderia vir com algum fator climático, com notícias de problemas nas lavouras do Brasil.

Caso contrário, as cotações deverão permanecer pressionadas, num cenário "desconfortável" para o cafeicultor por até quatro anos. A opinião foi dada durante a Fenicafé pelo produtor do município de Catalão, no cerrado de Goiás, Márcio Gremonese.

Gremonese é da terceira geração da família de produtores. Na cidade de Catalão, que fica a cerca de 230km de Goiânia, a propriedade tem 120 hectares, sendo assim considerado um cafeicultor de médio porte. Este ano ele termina um processo de renovação dos seus cafezais, iniciado em 2007. Com a renovação, em 2012 ele teve em produção 40 hectares, em 2013 agora vai colher numa área total de 80 ha e deverá ter todos os 120 ha em produção em 2015. Gremonese colheu uma média de 55 sacas por hectare em 2012 e deve repetir esta média em 2013.

O produtor de Goiás diz que a situação do mercado é desconfortável. "Tem que se ter uma boa gestão", aponta, destacando como enfrenta este cenário difícil. O custo de produção de Gremonese fica em torno de R$ 10.000,00 por hectare, ou algo em torno de R$ 270,00 por saca. No cerrado goiano, Gremonese colhe café arábica de qualidade. Tirando os 15% dos cafés de varrição, o restante envolve grãos tipo exportação, sendo 30% disso de cafés especiais.

Por enquanto, o quadro de mercado não afetou os tratos culturais dos cafezais de Gremonese, que mantém os mesmos gastos considerados adequados de adubação e outros insumos. Mas, o investimento em máquinas e em plantio em novas áreas foi interrompido. Ele considera que para ter uma remuneração melhor, um preço relativamente bom seria em torno de R$ 370,00 a saca.

Na comercialização, além da venda física, Gremonese trabalha com contratos para entrega futura direto com o exportador. Até agora já negociou cerca de 25% da safra 2013, que será colhida nos próximos meses, e não possui mais cafés de 2012. O produtor diz buscar uma média boa nas suas vendas, negociando fatias de sua produção de acordo com o quadro do mercado.

Goiás vem crescendo na produção de café no cerrado, e Gremonese diz que muitos cafeicultores estão começando a migrar de Minas Gerais para o estado goiano em função das leis ambientais e por incentivos fiscais. Segundo a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), a safra goiana já se aproxima de 300 mil sacas.

(Por Lessandro Carvalho, Safras)
via Lílian Rodrigues

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