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sexta-feira, 22 abril, 2016 - 20h24

Alteração em RNA pode levar à hipertrofia cardíaca

A aluna de graduação da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP Clara Nóbrega já havia recebido Menção Honrosa pelo seu trabalho apresentado no 23° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP

   

Agência USP*

Mas o que ela não esperava é que o destaque seria ainda maior. Dentre os trabalhos premiados, o projeto de Clara foi um dos cinco selecionados para apresentação oral no Undergraduate Research Symposium na Universidade de Rutgers, Estados Unidos, de 11 a 15 de abril de 2016.

Clara ingressou no programa de Iniciação Científica no Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do Exercício da EEFE no primeiro ano de graduação, sob a supervisão da professora Edilamar Menezes de Oliveira. Seus estudos tiveram como foco os cardiomiócitos, que são células cardíacas capazes de sofrer remodelamento – como a hipertrofia cardíaca fisiológica ou patológica. Essas células são cultivadas no laboratório e isoladas para verificar possíveis alterações estruturais e bioquímicas e quais são os mecanismos que podem desencadear essas alterações.

Marcos Santos/ USP Imagens
Grande parte da população que sofreu um infarto é de idosos e/ou sedentários | Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
Grande parte da população que sofreu um infarto é de idosos e/ou sedentários

O Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do Exercício concentra muitas pesquisas com microRNAs, que são pequenas moléculas que bloqueiam os RNAs mensageiros, inibindo a síntese proteica. Observa-se que o microRNA-34c*, estudado por Clara, está bruscamente reduzido no ventrículo esquerdo de animais submetidos ao treinamento físico aeróbio. A aluna explica que, quando uma pessoa se exercita, seu coração torna-se mais forte e eficaz. Isso permite que o órgão bombeie o mesmo fluxo sanguíneo com uma menor frequência cardíaca, caracterizando a hipertrofia fisiológica. Como os animais submetidos ao treinamento físico aeróbio apresentaram número reduzido do microRNA-34c*, acredita-se que a inibição dessa molécula levaria à hipertrofia cardíaca fisiológica. A estudante conseguiu simular essa alteração em cultura de células, demonstrando que só com o silenciamento desse microRNA já seria possível aumentar a hipertrofia cardíaca fisiológica, sem necessitar de nenhum outro mecanismo como estresse mecânico ou estímulo bioquímico.

Inovação

Usualmente, a hipertrofia cardíaca fisiológica é estudada por meio de uma via de sinalização conhecida como PI3K-AKT-mTOR, ativando a p70S6K. A parte inovadora dessa pesquisa é utilizar o outro lado dessa via, um método não explorado por muitas referências bibliográficas. Até o momento, Clara trabalhou com culturas de células. Ela acaba de ingressar no mestrado, no qual pretende estudar modelos animais que possuem sistemas mais organizados e complexos. Seu intuito é, futuramente, desenvolver a pesquisa com humanos.

A importância dessa linha de pesquisa é obter um tratamento ou uma terapia gênica para inibir o microRNA-34c* no coração com propósito de reaver a função cardíaca de uma pessoa que sofreu infarto, por exemplo. Já se sabe que é possível melhorar a função cardíaca, bem como diminuir os riscos de um novo infarto, por meio do exercício físico. No entanto, a preocupação da pesquisadora é que grande parte da população que sofreu um infarto é de idosos e/ou sedentários, o que dificulta o acesso aos exercícios físicos. Ela ressalta também casos de infartados que estão acamados ou pacientes acometidos por outras doenças que impossibilitam a realização de exercício físico, como amputados por complicações da diabetes. A ideia não é substituir o exercício, mas tentar encontrar uma terapia que, combinada a ele, potencialize seus resultados e obtenha um efeito mais rápido, diminuindo a permanência hospitalar, e reduzindo de forma mais eficaz os efeitos deletérios causados por cardiopatias.

O trabalho desenvolvido no Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do Exercício teve a supervisão da professora Edilamar Menezes de Oliveira e a aluna contou com bolsa de iniciação científica do CNPq. O financiamento para a viagem virá de uma parceria entre a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e a Universidade Rutgers, EUA. Além de apresentar seu trabalho em evento científico nos Estados Unidos, Clara terá oportunidade de realizar visita nos laboratórios de pesquisa da School of Environmental and Biological Sciences.

*com Seção de Relações Institucionais e Comunicação da EEFE

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