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quinta-feira, 18 abril, 2013 10:09

Minas investe em integração, tecnologia e projetos sociais para combater a criminalidade

Gil Leonardi

“A segurança pública tem dois grandes braços: a questão da prevenção e da repressão. Mais importante ou tão importante quanto a repressão é a prevenção, é não deixar que o crime ocorra. E para isso nós temos centros, especialmente baseados no programa Fica Vivo!, que é um programa já antigo em Minas, com resultados excelentes. Vamos continuar investindo nesse modelo”. - Antonio Anastasia

Governador, pensando na segurança das pessoas, o Governo de Minas saiu na frente mais uma vez e entregou recentemente a primeira Sala de Situação e Gerenciamento de Crises e Grandes Eventos do Brasil. Como é que vai funcionar essa sala, governador?

Antonio Anastasia: Nós ficamos muito felizes, de fato, com essa inauguração. Na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, instalamos essa grande sala de situação que integra o Centro de Comando e Controle da força de segurança pública de nosso Estado. Essa sala é uma exigência, inclusive da FIFA, para a realização da Copa do Mundo. É um pressuposto para os chamados grandes eventos. Nós teremos aqui em Minas Gerais, a partir desse ano, eventos importantes, como a Copa das Confederações e um grande congresso mundial do Café. Teremos no ano que vem a Copa do Mundo. Então, são eventos de grande magnitude, por contar com pessoas de todo o mundo e com grandes multidões. E é fundamental que haja uma grande integração das forças de segurança pública, não só do Estado, mas também do município e também dos órgãos federais. Essa sala é muito bem concebida e equipada com mais de 200 posições de trabalho, com a participação da Polícia Militar, Civil, Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, do Exército, da Defesa Civil Municipal e Estadual, de órgãos da área de inteligência, da BHTrans, ou seja, todas as áreas que envolvam determinadas situações que podem levar a uma determinada crise de mobilidade, de segurança, estão ali alocadas. Havendo um problema, a situação será tomada de maneira muito mais ágil, muito mais rápida, porque todos os atores estarão reunidos juntos, conversando e apontando as soluções. É bom dizer que essa sala é provisória, nós gastamos lá cerca de R$ 2 milhões em equipamentos. Estamos construindo uma obra grandiosa, estimada em cerca de R$ 60 milhões, também em Belo Horizonte, no bairro da Gameleira, que será um grande legado da Copa do Mundo, o Centro Integrado de Comando e Controle de Minas Gerais, que ficará pronto em 2014.

Governador, a gente sabe que a área da segurança é um desafio de todo o país. Mas outra notícia positiva que o Governo de Minas nos deu recentemente foi a inauguração de um Centro de Prevenção à Criminalidade em mais uma região da capital mineira. Fale-nos da importância dessa ação e se outras comunidades também vão ser beneficiadas com esse programa.

Antonio Anastasia: A segurança pública tem dois grandes braços: a questão da prevenção e da repressão. A repressão ocorre quando o crime já aconteceu. A pessoa será então presa, procurada e punida. Mas, mais importante ou tão importante quanto a repressão é a prevenção, é não deixar que o crime ocorra. E, para isso, nós temos esses centros, especialmente baseados no programa Fica Vivo!, que é um programa já antigo em Minas, tradicional, com resultados excelentes. Inauguramos agora esse novo centro no bairro Primeiro de Maio, faremos outros aqui na capital, estamos levando o Fica Vivo! para o interior do Estado, vamos continuar fazendo isto durante o curso deste ano de 2013 e também em 2014. E a prevenção é fundamental. Por quê? Especialmente os jovens, do sexo masculino, entre 15 e 25 anos, são levados a diversas oficinas e, através do Fica Vivo!, dos Centros de Mediação de Conflitos, de cursos de qualificação, eles não só têm um valor maior da cidadania, como também aprendem, inclusive, a evitar essa inserção hoje tão triste da questão da criminalidade entre os nossos jovens. O Fica Vivo! é um belo projeto e esses centros de prevenção têm realizado, portanto, um grande sucesso. Vamos continuar investindo neste modelo.

Além dessas ações sociais, o Governo de Minas também apóia e incentiva o uso de novas tecnologias para o combate à violência. Um exemplo são as chamadas tornozeleiras eletrônicas, que o Sistema de Defesa Social de Minas começou a utilizar em agressores enquadrados na Lei Maria da Penha. Como está funcionando esse processo, governador?

Antonio Anastasia: De fato, nós já temos em Minas a tornozeleira funcionando para presos em regime semiaberto. Isso já é muito positivo e já é uma realidade mineira a partir do final do ano passado. Mas agora avançamos mais. Como sabemos, a Lei Maria da Penha é aquela lei federal que cuida de proteger a mulher e evitar a violência doméstica. Por essa nova determinação, nós colocamos à disposição da Justiça a possibilidade daquele eventual agressor, daquela pessoa que está ameaçando uma mulher, por ordem judicial, evidentemente, receber essa tornozeleira. Então, ele não pode se aproximar daquela vítima. Haverá um sistema de controle que, se a pessoa se aproximar do local de residência ou de trabalho daquela mulher que está ameaçada de agressão, fará imediatamente o acionamento da polícia por uma central de acompanhamento. Inclusive o sistema é tão sofisticado que, se a mulher eventualmente sair daquele perímetro de segurança que já está determinado, ela pode levar na sua bolsa um pequeno aparelho que acusa a aproximação da pessoa que está com a tornozeleira, o seu eventual agressor, digamos assim. Então o objetivo é dar cumprimento à Lei Maria da Penha e evitar agressões às mulheres.

Fonte: Superintendência de Imprensa do Governo de Minas Gerais

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