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quinta-feira, 4 julho, 2013 11:08

A importância do agronegócio para Minas Gerais

Gil Leonardi

“Temos a maior produção de café e de leite, a maior floresta plantada do país, o segundo maior rebanho bovino, a segunda maior plantação de cana de açúcar e boa performance em todos os produtos. Somos um Estado geograficamente muito rico e muito variado. Temos um clima muito bom e abundância de água. E, mais importante que tudo isso, um capital humano dedicado a esse trabalho, com boa tecnologia. Ficamos orgulhosos de ter um campo tão majestoso como o agronegócio em Minas”. - Antonio Anastasia

Governador, nós tivemos recentemente mais uma edição da Superagro Minas, o maior encontro do agronegócio mineiro. Qual a importância do agronegócio para a economia de Minas Gerais?

Antonio Anastasia: Minas Gerais é um estado essencialmente agrícola. Somos, na verdade, o segundo polo industrial do Brasil e um dos principais polos do agronegócio em nosso país. Temos a maior produção de café, de leite, a maior floresta plantada do país, o segundo maior rebanho bovino, a segunda maior plantação de cana de açúcar e boa performance em todos os produtos. Somos um estado geograficamente muito rico e muito variado. Temos um clima muito bom e abundância de água. E, mais importante que tudo isso, temos um capital humano dedicado a esse trabalho, com boa tecnologia, que se faz por meio de nossas universidades - muitas delas consagradas na questão do agronegócio como Viçosa ou Lavras - e das nossas entidades de Governo, como a Epamig, a Emater, o Ima, que se dedicam fundamentalmente à questão do nosso sistema agropecuário. E me parece que a Superagro é a grande conclusão disso tudo, é o ápice, a demonstração, uma vez por ano, de todas as nossas riquezas, do que se produz no campo, os principais rebanhos - premiando aqueles que trazem os seus plantéis para serem julgados -, o valor e a diversidade de sabores da nossa cachaça, o valor e o tão gostoso sentido do nosso queijo, o queijo minas artesanal tão aplaudido. Certamente, portanto, a Superagro é um verdadeiro espelho de toda essa riquíssima produção agropecuária. Nos últimos anos, a nossa participação relativa no PIB agropecuário brasileiro cresceu muito. Só no ano passado, nossa produção foi de quase R$ 133 bilhões. Aumentamos percentualmente a nossa participação no PIB agropecuário do Brasil de modo muito expressivo de uns anos para cá: esta participação era de 9% e, hoje, é superior a 13%. Isso tudo significa, de fato, que a nossa agricultura vai bem. Claro que ainda são necessárias muitas melhorias, mas este é um quadro muito positivo e nós ficamos orgulhosos de ter um campo tão majestoso e tão florescente como é o agronegócio em Minas.

A Superagro desse ano mostrou também o apoio do Governo de Minas aos produtores rurais das mais diversas áreas, como os produtores de leite e de queijo artesanal, que o senhor já citou. Fale um pouco para a gente sobre essa iniciativa, governador.

Antonio Anastasia: Na realidade, nós temos de pensar que a produção, especialmente de leite, é uma das produções mais democráticas que temos em Minas e no Brasil. Porque o produtor de leite normalmente é um produtor pequeno, em uma propriedade pequena e que, por ser pequeno, precisa do apoio do poder público para melhor a sua qualidade, sua produtividade e a qualidade do seu produto. E isso se faz através de alguns programas. Em parceria com a Federação da Agricultura do Estado, a Faemg, presidida pelo doutor Roberto Simões, por exemplo, nós temos o programa Balde Cheio, exatamente com esse objetivo, de levar tecnologia, técnicas de melhoria da produtividade e da qualidade da produção, às diversas propriedades rurais, independentemente do seu tamanho. Esse é um dado muito positivo. E, é claro, lutamos sempre para que o queijo mineiro - que já pertence até mesmo ao valor subjetivo do nosso patrimônio histórico e cultural - tenha o seu valor reconhecido e possa ser comercializado além das nossas fronteiras.

O café é outro produto do agronegócio do Estado, já que Minas é o maior exportador deste produto no país. Que iniciativas o Governo de Minas tem tomado para apoiar os cafeicultores mineiros?

Antonio Anastasia: Se fosse um país, Minas Gerais seria, sozinho, o maior produtor mundial de café. Nós produzimos quase um quarto de todo o café produzido em todo o planeta Terra. E, portanto, temos uma grande responsabilidade com esse café. À semelhança do leite, o café também é uma produção democrática. Ele está espalhado em pequenas e médias propriedades, em mais de 600 municípios mineiros que cultivam o produto. E o café é um grande empreendimento comercial. Agora, o que temos nesse momento, infelizmente, é que o café atravessa uma crise internacional. O preço de comercialização da saca - e os cafeicultores sabem disso muito bem - está muito baixo. Os anos de 2010 e 2011 foram muito bons. Agora, o preço caiu demais, para menos de R$ 300 a saca. Nós solicitamos ao Governo Federal, com o apoio da nossa bancada federal, da Confederação Nacional da Agricultura e da senadora Kátia Abreu, grande amiga de Minas, um grande esforço da Federação Mineira da Agricultura e das lideranças para que fosse fixado um preço mínimo. Este preço foi, inclusive, estabelecido pela Conab, em cerca de R$ 336. Mas, lamentavelmente, o Governo Federal optou por um valor menor, de R$ 307, e esse preço não está entusiasmando os produtores. E o resultado é que os preços praticados inferiores a R$ 300 ainda não reagiram. Isso, para nós, é muito grave, porque no momento em que a produção de café não tem um lastro financeiro positivo, toda a economia das pequenas cidades, onde a cafeicultura se faz presente, sofre. O produtor de café deixa de comprar no comércio, o comércio deixa de fazer encomendas à indústria e nós entramos em um círculo vicioso. Então, temos de trabalhar muito para que o preço do café suba, para que tenhamos um círculo virtuoso em nosso Estado, melhorando o comércio, melhorando o serviço e também a indústria.

Fonte: Superintendência de Imprensa do Governo de Minas Gerais

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