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quinta-feira, 8 agosto, 2013 10:23

Força Tarefa e população para a proteção das matas mineiras

Gil Leonardi

“É muito apropriado, neste momento, fazer este alerta e pedir a cooperação e a colaboração de todos os mineiros. Nós temos uma força tarefa do Previncêndio, que foi concebida exatamente com o objetivo de combater os focos de incêndios, dar os alertas, qualificar e treinar as brigadas e voluntários, em uma grande associação comandada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Tudo com o mesmo propósito: proteger a flora e a fauna mineiras, extremamente ricas, que neste período de queimadas ficam muito vulneráveis”. - Antonio Anastasia

Governador, Minas sempre se destacou por suas riquezas naturais e ambientais e o Governo do Estado tem se mostrado atento a essas questões. Nós entramos agora em uma época do ano em que as queimadas costumam aumentar em todo o Brasil. O Governo de Minas já tem algum plano preparado para que os incêndios não se alastrem?

Antonio Anastasia: Nós temos, a partir do dia 20 de junho, um período muito crítico não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil Central, digamos assim. É o período dos incêndios e das queimadas, o período da seca. Este programa, neste momento, é muito apropriado para fazer esse alerta e pedir sempre a cooperação e a colaboração de todos os mineiros. Nós temos uma força tarefa do Previncêndio que foi concebida exatamente com esse objetivo, de combater os focos de incêndios, de dar os alertas, de qualificar e treinar as brigadas, os voluntários, em uma grande associação comandada pela Secretaria do Meio Ambiente, com a participação de muitas entidades do Governo, das prefeituras, da sociedade civil e das empresas. Todos nós estamos irmanados com o mesmo propósito: proteger a flora e a fauna mineiras extremamente ricas que, neste período de queimadas, fica muito vulnerável. Lembro que, no ano de 2011, tivemos um ano muito negativo em termos de incêndios. Felizmente no ano passado, 2012, já com experiência acumulada, o Previncêndio funcionou bem e tivemos uma redução expressiva, de mais de 60%, em relação a 2011, da área queimada. Sabemos que, muitas vezes, os incêndios decorrem por eventos da própria natureza em razão da ausência de chuva e do próprio calor. Mas também, lamentavelmente, registramos a ação humana muitas vezes criminosa por trás desses incêndios. Por isso, temos a presença da Polícia Militar e da Polícia Civil, apurando e responsabilizando pessoas que, de modo criminoso, lancem fogo nas nossas matas. O Previncêndio, portanto, é esse grande esforço do Governo de Minas, ao lado da sociedade, para o qual eu peço o apoio de todos para termos o ano de 2013 sem incêndio ou em número menor possível, para não prejudicarmos não só as pessoas, mas também a flora e a fauna de nosso Estado, que sofrem tanto com essas queimadas, muitas delas criminosas.

Além da questão das nossas matas, governador, uma preocupação dos ambientalistas de todo o país é a qualidade das águas. Minas tem um projeto ambiental pioneiro no Brasil, que é a já conhecida Meta 2014. O senhor pode explicar para nós um pouco sobre esse projeto?

Antonio Anastasia: Esse projeto refere-se à bacia do rio das Velhas. O rio das Velhas é o maior afluente do rio São Francisco, que é o rio da integração nacional. Na realidade, esse projeto decorre de uma iniciativa de professores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais sobre a seguinte inspiração: cuidar do saneamento também é cuidar da saúde. E é verdade. Por isso mesmo, um esforço foi feito com a primeira meta em 2010. Há de se lembrar que, até 1999, pouco mais de 1% do esgoto que corre na bacia do rio das Velhas era tratado. Ou seja, quase 98% eram jogados no rio das Velhas e, portanto, no rio São Francisco, sem nenhum tratamento. Felizmente, houve um esforço imenso e, ao longo dos últimos anos, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido nessa Meta 2010 e na Meta 2014, no sentido de melhorarmos a qualidade da água do rio das Velhas e seus afluentes, de toda a bacia do rio das Velhas. E o resultado é que daquele 1%, já temos hoje mais de 70% do esgoto coletado tratado antes de ser lançado aos rios. Claro que nós queremos chegar a 100%. Então esse é o nosso trabalho, a nossa meta. Já temos mais de R$ 500 milhões garantidos para investimentos nessa Meta 2014. Há também um acompanhamento muito interessante por parte da Copasa, que verifica a qualidade da água do rio das Velhas através da presença de peixes em razão da foz do rio. Quanto mais próximos estiverem os peixes do rio das Velhas da Região Metropolitana, melhor será a qualidade das águas. Portanto, a Meta 2010 foi atingida e vamos atingir também a Meta 2014 para, certamente, partirmos para a Meta 2018, com o compromisso de toda a sociedade mineira em prol da melhoria das águas não só da Bacia do rio das Velhas, mas de todas as bacias dos rios mineiros.

É verdade que outras bacias hidrográficas também contarão agora com mais investimentos para a recuperação dos seus rios?

Antonio Anastasia: É fundamental. Minas Gerais é conhecida como o estado “caixa d’água” do Brasil. Daqui saem, fora a Bacia Amazônica, os grandes rios que vão para o Nordeste, para o Sudeste e para o Sul do país. Inclusive as águas que formam o rio da Prata saem de Minas Gerais. Por isso, é fundamental termos muito cuidado com essa nossa riqueza, até porque sabemos que a água, em um futuro próximo, será mesmo mais valiosa até que o petróleo. Portanto, há essa preocupação. As Metas 2010 e 2014 no rio das Velhas são um exemplo de nossa preocupação. Nas demais bacias, como a Bacia do rio Doce, estamos fazendo um trabalho integrado com o Governo do Estado do Espírito Santo e também com organizações não governamentais com o objetivo também de termos ali um trabalho muito esmerado de acompanhamento e melhoria da qualidade da água. Da mesma forma, na represa de Furnas, onde estamos construindo diversas Estações de Tratamento de Esgoto para ter ali, naquele verdadeiro mar no interior de Minas Gerais, uma qualidade ainda melhor das águas de nosso estado.

Fonte: Superintendência de Imprensa do Governo de Minas Gerais

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