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27/11/2008

Minc vai a Paragominas acompanhar de perto operação contra impunidade ambiental

   
Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento | Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento

Para marcar a presença do Estado e dar um basta à impunidade ambiental, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, esteve hoje em Paragominas, no Pará, com agentes do Ibama, da Polícia Federal e a da Polícia Militar, para fechar duas madeireiras ilegais e vistoriar os carros queimados e a sede do Ibama depredada por desordeiros, no domingo passado (23).

O dono de uma das madeireiras embargadas, Malcon Abner Negreiros, com cerca de 3.000m³ de madeiras da Floresta Amazônica no centro de Paragominas, foi filmado por agentes do Ibama entre as centenas de pessoas que depredaram a sede do Ibama no município.

Além de queimar carros e retirar 14 dos 19 caminhões lotados com toras ilegais que haviam sido apreendidos por agentes do Ibama no domingo, durante a operação Rastro Negro, os manifestantes tentaram invadir o hotel onde estavam os fiscais do Ibama, mas foram contidos por soldados da Polícia Militar.

Ao chegar em Paragominas, na manhã desta quinta-feira, em um avião da Força Aérea Brasileira, o ministro decolou em um helicóptero do Ibama e chefiou o embargo oficial da madeireira da família Negreiros, a 100 km de Paragominas, propriedade de Norberto Abner Negreiros.

Na madeireira, onde existia uma serraria para beneficiamento das toras cortadas ilegalmente, como espécies de massaranduba, foram apreendidas cerca de 7.934m³ de madeira. A madeireira fica a cerca de 7 km do limite da reserva indígena Alto Guamá, onde,segundo fiscais do Ibama, uma minoria de indígenas participa do corte e da comercialização ilegais de madeira.

Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento | Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento

Ao voltar para o centro de Paragominas, o ministro visitou a sede do Ibama depredada que teve os veículos queimados e partiu para embargar a segunda madeireira, próxima à sede da prefeitura, onde foram apreendidas cerca de 3. 000 m³ de madeiras ilegais, entre toras e madeiras beneficiadas.

"Esse atos não ficarão impunes. Isso tudo está embargado e os criminosos ambientais serão punidos", afirmou o ministro.

Após o embargo da segunda madeireira, o ministro Carlos Minc participou de solenidade na sede da prefeitura, ao lado de políticos e do prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, em que foi assinado um termo de compromisso tripartite, entre a prefeitura, o MMA/Ibama e a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, para o incentivo á geração de empregos e ações sustentáveis na região.

Outra atividade que deverá ser apoiada com o recurso proveniente da venda do próprio produto do crime ambiental será o reforço ao zoneamento ecológico-econômico da região.

Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento | Jefferson Rudy / MMA
Operação Paragominas contra o desmatamento

Minc pediu ao prefeito que a primeira contrapartida da prefeitura nesse compromisso seja a cassação do alvará municipal de funcionamento da madeireira de Malcon Abner Negreiros.

O ministro adiantou que com o leilão de um lote de 10 mil m³ de madeira ilegal deverão ser arrecadados cerca de R$ 8 milhões.

Parte desse dinheiro será utilizado, por exemplo, na construção de uma escola municipal na região. Segundo o ministro, os próprios trabalhadores que ficaram desempregados com o fechamento das duas madeireiras deverão ser empregados na construção da escola.

O município de Paragominas tem cerca de 100 mil habitantes, com grande presença de madeireiros na sua atividade econômica. Tinha cerca de 35% de madeireiras na atividade e 25% de carvoarias. Mas depois da operação Arco de Fogo, da Polícia Federal com apoio de agentes do Ibama, deflagrada em fevereiro, a direção do sindicato do setor florestal de Paragominas calcula que tenha havido uma queda de 50% das atividades ligadas ao corte de madeira da Floresta Amazônia. Por isso a importância da promoção de atividades de desenvolvimento sustentável na região.

Daniela Mendes | Comunicação/Ministério do Meio Ambiente

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