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Conferência de Copenhagen

segunda-feira, 17 agosto, 2009 17:09

Fecomercio pede que objetivos claros para a redução de gases do efeito estufa sejam apresentados na Conferência de Copenhagen. Tema foi discutido no evento “Fórum Aquecimento Global – Soluções Viáveis”, realizado hoje, 17 de agosto, na Federação

“A cobertura florestal da Amazônia pode cair de 83% para 53% em 2050”, afirma José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio. Segundo o presidente, medidas para a redução do desmatamento e investimentos em outros setores como Transporte e Energia devem estar claros como objetivos do Brasil na Conferência de Copenhagen, que acontece no final deste ano e que irá substituir o Protocolo de Kyoto. O tema foi discutido no evento da Fecomercio “Fórum Aquecimento Global – Soluções Viáveis”, realizado nesta segunda-feira (17 de agosto) na sede da Federação.

“A pauta do governo para a Conferência de Copenhagen ainda é pouco clara. Fala-se em reduzir o desmatamento até 2014, mas não há uma Lei para isso”, avalia Goldemberg.

Segundo o presidente, depois de os Estados Unidos e a China, que representam 25% de toda a emissão de CO2, ocuparem o primeiro e segundo lugares no ranking de maiores emissores de gases de efeito estufa, países como Brasil, Rússia, Japão e Índia estão em terceiro lugar no ranking, emitindo volumes semelhantes de gases do efeito estufa. O Brasil está nesta lista principalmente por causa do desmatamento da Amazônia. Segundo Goldemberg, essa redução contribuiria bastante para as medidas de mitigação de gases das cidades brasileiras, principalmente São Paulo, que realiza medidas importantes nesse sentido.

De acordo com Eduardo Jorge Martins, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, a política pública para o meio ambiente ainda é recente e dos 5.555 municípios somente 1000 têm estrutura para cuidar deste segmento. Além disso, apenas 0,4% do orçamento é destinado a este setor. Em São Paulo, a verba aumentou para 1,1%. “É natural da política do meio ambiente trabalhar com outras secretarias. A ideia é dividir as questões ambientais em várias áreas para organizar projetos e facilitar o diálogo dentro da prefeitura”, afirma Martins.

Segundo o secretário, o desafio ambiental, que é o mais grave a ser resolvido hoje, inclui problemas sociais e econômicos. “As autoridades brasileiras não têm noção dos entraves ambientais, acham que é responsabilidade de outros países desenvolvidos e não percebem que o Brasil é afetado.” Martins explica que São Paulo adota medidas importantes na área ambiental. Em relação ao lixo, por exemplo, as 15 mil toneladas de lixo produzidas por dia são encaminhadas para dois aterros sanitários com indústria de captação de metano. Além de já ter reduzido 18% dos gases do efeito estufa, o metano captado gera energia elétrica para a cidade.

De acordo com o economista Akihiro Ikeda, o crescimento da economia afeta o problema ambiental já que para a produção do Produto Interno Bruto (PIB) os recursos naturais são degradados, gerando a emissão de CO2. Para Ikeda, é preciso conciliar o aumento da produção com a preservação do meio ambiente, criando leis de preservação ambiental que não imputem seu custo apenas para o produtor.

Para Mark Lundell, coordenador para a área ambiental do Brasil do Banco Mundial, hoje, o nível e tipos de gases do efeito estufa alcançaram mais de 40 bilhões de toneladas e mais de 40% das emissões procedem nas últimas duas décadas. Para ajudar a mitigar essas emissões, o Banco Mundial participa do mercado de carbono, com Fundos de Carbono, Fundos Regionais e outros. São inovações para que empresas e comunidades locais participem desse mercado. Apesar dos papéis de carbono representarem apenas 15% da carteira do banco, pesquisas e compartilhamento de lições desenvolvidas pelas empresas são estimuladas pela instituição financeira.

Até 2008, o Banco Mundial assinou 119 contratos de compra de emissões de gases, que equivalem a uma diminuição de 262 milhões de metros cúbicos de CO2. Apesar da crise, só em 2008, o mercado de papéis de carbono cresceu na ordem de US$ 126 bilhões de acordo com o Banco Mundial.

Para Lundell, os desafios de adaptação do Brasil serão ainda mais custosos do que o de redução. Isso porque o país tem de se adaptar às consequências dos efeitos do clima. ”Ainda temos receio na área de Água e de Catástrofes Naturais”, afirma. Para Lundell, é preciso grandes investimentos de proteção contra enchentes, mas o custo de investimentos para consequência de eventos climáticos é muito alto. “O impacto social terá de ser avaliado com cuidado, pois afeta a população com menos ativo”, destaca.

Fischer/Sá Marketing Engineering Group


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