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COP15 e economia sustentável

quarta-feira, 9 dezembro, 2009 18:40

Paiva Netto

A Organização Mundial de Meteorologia (OMM), órgão ligado à ONU, anunciou recentemente que houve, desde a era pré-industrial (1750), um acréscimo de 38% na concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera.

De acordo com especialistas, é um dado alarmante e exigirá da cúpula mundial sobre o clima, a COP15, em Copenhague, Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro, propostas ambiciosas de redução das emissões de CO2, um dos vilões do efeito estufa e do aquecimento global.

Outro preocupante estudo, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e divulgado pela BBC Brasil, estima que em até 20 anos o Oceano Ártico poderá perder todo o seu gelo no verão e se tornar totalmente navegável nos meses mais quentes. “‘É como se o homem estivesse tirando a tampa da parte norte do planeta’, afirma o professor Peter Wadhams. Em uma palestra em Londres, ele apresentou os resultados da Catlin Arctic Survey, pesquisa realizada durante uma expedição de 435 km ao longo do Ártico este ano. Segundo Wadhams, a curto prazo, o derretimento traz alguns benefícios, como mais facilidade na navegação e maior acesso a reservas de petróleo e gás. Mas, a longo prazo, a perda permanente do gelo pode acelerar o aquecimento global, mudar os padrões de ventos nos oceanos e na atmosfera e ter efeitos desconhecidos em ecossistemas graças ao aumento da acidez das águas.”

PROPOSTA OUSADA
Matéria da Agência Estado, publicada no portal www.boavontade.com, em 23/11, informa que, “além da meta voluntária de redução das emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, o Brasil levará outro trunfo para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Copenhague. O governo apresentará um percentual abaixo de 5% na emissão de gases pelo desmatamento da Amazônia em relação ao total emitido pelo país (...). A queda das emissões resultantes do desmate da Amazônia em relação ao total do país deve-se à redução do desmatamento nos últimos quatro anos. ‘Além disso, a emissão por combustíveis fósseis aumentou, principalmente por causa do uso de carvão vegetal e do crescimento da frota de veículos’, disse o pesquisador do Centro de Ciências do Sistema Terrestre, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto”.

As propostas e exemplos do Brasil estão em sintonia com o parecer do secretário-executivo da Convenção do Clima das Nações Unidas, Yvo de Boer, de que “não há plano B para Copenhague. Só há um plano A. E A quer dizer ação”. Que assim seja!

ECOEFICIÊNCIA ECONÔMICA
Muito ainda resta ser feito para diminuirmos o impacto das atividades humanas no meio ambiente, pari passu à busca de métodos de crescimento sustentável da economia. As últimas catástrofes naturais e suas funestas consequências trouxeram um recado: a questão ambiental tornou-se tema econômico.

Em depoimento ao programa “Conta Corrente”, da Globo News, o economista Hugo Penteado alertou para o fato de que, “até os dias de hoje, nenhum modelo dos economistas reconhece a importância dos serviços ecológicos, dos recursos da Natureza para o processo econômico. Então uma nova mensuração refletiria a contribuição do planeta. Ainda mais importante é a forma pela qual esses serviços irão permanecer num longo prazo, porque é isso que está em jogo hoje. Grande parte dos serviços que sustentam toda a vida na Terra, inclusive a própria economia, está ameaçada”.

Tudo isso nos faz lembrar o que afirmou Jesus a respeito de uma grande tribulação “como nunca houve nem jamais se repetirá” (Evangelho consoante Mateus, 24:21). A ciência anda preocupada com tal possibilidade. Não custa, pois, pensar na palavra do Mestre, sem preconceitos ou tabus.

SOS RIO GRANDE DO SUL
Por força das chuvas torrenciais das últimas semanas, já passa de uma centena o número de municípios gaúchos que decretaram situação de emergência. O portal Boa Vontade registrou que (...) “para auxiliar as vítimas desse desastre, a LBV disponibiliza seus postos para receber alimentos não perecíveis, galões e garrafas de água potável, material de limpeza e cobertores, os quais serão entregues às vítimas das chuvas por meio da Defesa Civil. Todos os que puderem fazer doações para a campanha devem se dirigir a um dos seguintes endereços: Porto Alegre: Av. São Paulo, esquina com a Av. São Pedro, 722 — São Geraldo, tel.: (51) 3325-7000. Pelotas: Rua Bernardino dos Santos, 98 — Areal, tel.: (53) 3278-3897. Glorinha: RS 030, km 19, Parada 119, 19.100 — Guabiroba, tel.: (51) 3487-2600”.

Somente por meio da Solidariedade, a chama da esperança aquece e ilumina o coração dos que sofrem.

José de Paiva Netto
Jornalista, radialista e escritor.
[email protected] — www.boavontade.com


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