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Ministra dinamarquesa prevê 'minicrises' em Copenhague

segunda-feira, 14 dezembro, 2009 20:14

Copenhague, 14 dez (Lusa) - A ministra dinamarquesa Connie Hedegaard, que preside a Conferência do Clima, da ONU, defendeu, nesta segunda-feira, a posição dos países africanos que suspenderam mais cedo, por algumas horas, sua participação nos grupos de trabalho das negociações que acontecem em Copenhague.

"Parece dramático, mas não é tanto como pode parecer", disse Hedegaard à televisão dinamarquesa TV2 News, repercutindo o fato de as 53 nações africanas presentes na cúpula de Copenhague terem suspendido brevemente, nesta segunda-feira, sua participação nos trabalhos que acontecem entre as 192 delegações.

Apoiado pelo G77 (coligação de 130 países em desenvolvimento, entre eles Brasil e China), o bloco africano, liderado pela Argélia, alegou que as negociações estavam negligenciando a importância da renovação dos compromissos das nações industrializadas para o período pós-2012, definidos no Protocolo de Quioto.

Os países africanos exigem a realização de uma reunião ministerial exclusivamente dedicada ao acompanhamento que terá este convênio internacional.

Após receberem essa garantia da ministra dinamarquesa do Clima e Energia, as delegações africanas se somaram novamente aos debates em plenário no início da tarde, confirmaram responsáveis europeus e africanos.

Minicrises

Hedegaard tirou importância da posição adotada pelas nações africanas e disse prever outras "minicrises" durante as negociações entre as 192 delegações, que têm se intensificado, já que o texto definitivo de um possível acordo precisa estar pronto até quinta-feira para ser assinado pelos mais de 100 chefes de Estado e de governo que já confirmaram presença no fechamento do encontro.

A ministra dinamarquesa, que rejeitou acusações de parcialidade a favor dos países industrializados, assegurou que "nunca uma presidência da conferência sobre mudanças climáticas utilizou tanta energia para apoiar todos os países, para incluir todos e para estabelecer com todos um diálogo".

"Não temos nada a censurar-nos neste aspecto, mesmo que alguns, por uma razão ou outra, digam o contrário", afirmou Hedegaard.

Outra das crises do dia em Copenhague foi resolvida ao fim do dia, quando os países em desenvolvimento colocaram fim ao boicote das negociações, que foi encarado, nesta segunda-feira, como um retrocesso na cúpula.

A União Europeia confirmou que China, Índia e outras nações em desenvolvimento colocaram fim às negociações sobre o clima. O impasse foi provocado após os países terem endurecido sua posição em relação aos Estados ricos, exigindo que eles se comprometam a discutir cortes muito mais profundos em suas emissões de gases poluentes.

De acordo com o ministro sueco do Ambiente, Andreas Carlgren, as consultas informais que acontecem nesta segunda em Copenhague conseguiram resolver este entrave.

www.agencialusa.com.br


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