Contribua   Assine   ou Acesse nossa campanha no Apoia-se

Nossos sites

Parceiros

Expediente

Políticas do Portal

Contribua para manter o Parque Nacional Serra da Capivara | Patrimônio Mundial pela Unesco
GERAL CADERNO 1 CADERNO 2 CADERNO 3
CADERNO 4 BLOGS LINKS ÚTEIS METEOROLOGIA

| Dengue, Zika e Chikungunya no Caderno Saúde |
A sociedade mobilizada para vencer essa luta

Ambiente | Energia | Lixo | Água | Mariana

Ecopontos, Feiras-Livres e outros serviços em Uberlândia
quarta-feira, 21 janeiro, 2015 - 9h57

Billings pode ser alternativa ao Cantareira

   
Divulgação/Sabesp
Com sucessivas quedas e sem chuvas, o Sistema Cantareira ameaça secar até o início de junho

Com dez vezes mais água armazenada do que o Sistema Cantareira, a Represa Billings deve ser usada para abastecer parte da população que enfrenta a crise hídrica em São Paulo, conforme informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A solução, no entanto, não resolve o problema emergencialmente, pois só ficará pronta em 2018.

A obra do governo estadual interligará o Rio Pequeno ao Sistema Rio Grande, ambos braços da Billings. Isto permitirá a entrada de 2,2 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), atendendo a áreas que dependiam do Cantareira, que chegou hoje (20) a 5,6% da capacidade.

A Billings tem sido apontada por organizações não governamentais como alternativa para o abastecimento da Grande São Paulo. Atualmente, a maior parte do manancial é dedicada à geração de energia elétrica, por meio da Usina Henry Borden, em Cubatão. Com capacidade de armazenamento de 995 milhões m3, a represa está com 57,47%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Embora tenha capacidade similar (982 milhões m³), o Cantareira registra quedas sucessivas e ameaça secar. Projeções do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) revelam que, caso não chova, isso pode ocorrer no início de junho.

“O projeto de interligação do Rio Pequeno com o Rio Grande é antigo. É muito bem-vindo que ele finalmente venha a ocorrer”, disse a coordenadora da Aliança pelas Águas, Marussia Whatley. Formado em 2014, o grupo conta com mais de 20 entidades da sociedade civil e busca soluções para a crise hídrica em São Paulo.

Marussia lamenta que medidas como essa estejam sendo adotadas somente em casos extremos. “Não era priorizada, assim como várias outras obras”, disse ela. A Sabesp informou que, atualmente, capta água da Billings para o Rio Grande e para Taquacetuba, somando 7,69 m³/s, volume que atende a aproximadamente 2,3 milhões de pessoas.

Ela alertou para necessidade de rever o uso da Billings, que daria mais segurança hídrica, além de ajudar a construir um modelo mais sustentável de abastecimento. “Avançar no uso da Billings como um manancial de abastecimento seria uma solução mais sustentável de cuidado com a água. Vamos recuperar uma represa que já existe, usar uma fonte de água ao lado da cidade e não gastar bilhões para construir novas represas em locais distantes e que, não necessariamente, trarão os mesmos resultados no tempo que precisamos.”

Como primeira mudança para permiir o uso da Billings para abastecimento, Marussia sugere que a água do Rio Pinheiro deixe de ser bombeada para a represa. “[Acabar com o bombeamento] não é coisa simples, porque precisaria estar integrado com a questão da drenagem e das enchentes, mas não é impossível". Segundo ela, a represa tem características que facilitam sua recuperação, como a grande extensão (106,6 quilômetros quadrados) e o formato em curvas.

Para integrantes do grupo Aliança pela Água, a prioridade deve ser a formulação de um plano de contingência articulado entre a sociedade e os governos federal, estadual e municipal. “Que ele esteja baseado nos diferentes cenários para 2015. Se as chuvas não forem suficientes? Quanto tempo temos de água? O que ocorreriá depois que a água acabar? O que podemos fazer para reduzir o consumo e termos mais tempo de água? Um plano. Esta é a principal reivindicação neste momento.”

Camila Maciel | Agência Brasil

Saiba mais no Caderno Água

Material jornalístico de uso livre segundo as atribuições específicas de cada fonte exceto quando especificado em contrário. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes, sempre devidamente identificados. Créditos das fotos devem ser preservados. Nenhuma das fontes mantém qualquer vínculo comercial ou de outra ordem conosco. Em caso de dúvida, consulte. Leia também nossos Termos de Uso e Serviço | Preços, prazos, links e demais informações podem sofrer alteração e correspondem ao dia em que o material foi publicado sendo de responsabilidade da fonte original.

Documento sem título
Considere contribuir com nosso trabalho

Últimas no FarolCom

Veja também

FarolCom no Twitter

FarolCom no Pinterest