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terça-feira, 27 janeiro, 2015 - 21h42

Crise hídrica está 25% pior do que a maior seca registrada no Paraíba do Sul

   
Tomaz Silva / Agência Brasil
Comparado ao pior janeiro em 1953 nível está em situação 25% pior

Com o nível dos reservatórios em queda a cada dia, o efeito da estiagem no Rio Paraíba do Sul é o pior já registrado.

De acordo com o diretor executivo do Comitê Guandu, Julio Cesar Antunes, que participou hoje (27) da reunião do Grupo Técnico de Acompanhamento de Operações Hidráulicas, a situação está 25% pior do que ficou na maior seca registrada até então.

“A preocupação maior, apresentada em função das previsões, é que estamos vivendo um período de escassez hídrica. Se compararmos com o pior janeiro que tivemos, em 1953, estamos numa situação 25% pior. É uma coisa totalmente diferente e atípica em relação a tudo já monitorado, catalogado e vivido", acrescentou.

Participaram da reunião representantes de órgão federais, de São Paulo e do Rio de Janeiro, ligados às áreas de meio ambiente, gestão de águas e energia.

De acordo com o boletim diário da Agência Nacional de Águas (ANA), o Sistema do Paraíba do Sul está com 0,61% do volume útil total, somando Santa Branca, Paraibuna, Jaguari e Funil – os dois primeiros já entraram no volume morto.

Ontem (26), o volume total dos quatro reservatórios estava em 0,66%.

Antunes explica que já está sendo feito, há algum tempo, o ajuste da vazão objetiva, em Santa Cecília, onde ocorre a transposição do Paraíba do Sul para o Sistema Guandu. Ele informou que quinta-feira (29) haverá mais uma reunião para avaliar se novas medidas serão necessárias.

De acordo com Antunes, os atores apresentaram as medidas que estão sendo adotadas,, além de um cronograma que vai se consolidar na reunião de quinta-feira. Nesse dia, vai se definir o que pode ser feito para otimizar o uso da água. "Vai ser apresentado um planejamento em cima da avaliação de todos os números. Hoje foram apresentados os números do sistema como um todo e a projeção que temos com relação a esse cenário, já que estamos em um período de estiagem”, ressalvou.

Agência Brasil

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