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quinta-feira, 5 fevereiro, 2015 - 23h36

Copasa lança programa CaçaGotas para reduzir desperdício de água

   
Delano Laine
Meta da Copasa é reduzir o tempo de chegada das equipes aos locais de nove para quatro horas

Quarenta equipes especializadas estarão em operação 24 horas por dia para descobrir e estancar vazamentos de água na RMBH no menor prazo possível

A diretoria da Companhia de Saneamento de Minas Gerias (Copasa) lançou nesta quinta-feira (5/2) o programa CaçaGotas.

A iniciativa é mais uma ação do Governo de Minas que visa reduzir o desperdício de água na rede que, hoje, chega a 40%.

Vazamentos no percurso entre a distribuição e o consumidor e as ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, são apontadas como as principais causas das perdas do recurso hídrico.

O CaçaGotas vai contar com 40 equipes de campo 24 horas por dia, sendo cada uma formada por dois profissionais capacitados, especializados no combate ao vazamento. A meta da Copasa é reduzir o tempo de chegada das equipes aos locais de nove para quatro horas e, dessa forma, minimizar a gravidade das ocorrências. Atualmente, os vazamentos correspondem a 60% das perdas de água na rede da Copasa.

“Hoje, em média, levamos nove horas para chegar ao vazamento por causa das condições de acesso, da mobilidade urbana e pela falta de aviso. O que nos interessa no momento é estancá-los. Nós não podemos perder água”, enfatiza o diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Perilli. Segundo Perilli, a participação da população será fundamental nesse processo. “Quando não se tem aviso de vazamento, nem sempre é possível detectá-lo. Por isso, a população precisa nos ajudar fazendo denúncias pelo número 115”, diz.

Com o recebimento da denúncia, a Copasa tem condições de deslocar a equipe mais próxima para o local e, dessa maneira, providenciar o conserto no menor tempo possível, evitando grandes perdas de água. Para dar mais celeridade ao processo, Rômulo Perilli também destacou que o sistema de telefonia foi adaptado e que as denúncias de vazamento feitas pelo 115 vão ser atendidas prioritariamente.

Outra iniciativa que vai ajudar na redução dos vazamentos é a instalação de válvulas redutoras de pressão. Elas vão reduzir a pressão nas tubulações e, com isso, deve diminuir os rompimentos na rede. “Uma das principais causas de vazamento é a pressão d’água elevada nas redes em função do relevo da capital mineira. Isso gera pressões enormes que estamos combatendo com válvulas redutoras”, explica Rômulo Perilli.

A identificação de ligação clandestina, o “gato”, que contribui para a perda de água, também será uma das prioridades das 40 equipes. Apenas em 2014, a Copasa identificou 1.044 ligações clandestinas, o que dá uma média de 20 irregularidades identificadas a cada semana.

Responsabilidade de todos

Por meio do seu sistema central, a Copasa consegue identificar somente os vazamentos de grandes proporções. Muitas vezes, pequenas ocorrências, mas que podem comprometer o abastecimento de milhares de residências, só podem ser identificadas com o auxílio da população. “Somente na Região Metropolitana temos mais de 15 mil quilômetros de tubulações”, frisa Rômulo Perilli.

O diretor da Copasa também lembrou da necessidade da população abraçar a causa e reduzir o consumo do recurso hídrico em 30%, para que medidas mais severas, como o rodízio e o racionamento, sejam descartadas. Embora tenha registrado uma pequena redução no consumo nos últimos dias, Rômulo Perilli reafirma que a situação continua gravíssima, em especial na Região Metropolitana.

“Nossa previsão é que as chuvas de 2015 vão ser menores que de 2014. A perspectiva é de secar. Estamos segurando o que for possível nos reservatórios”, alerta. “Antes, vivíamos tempos de abundância de água, o que não existe mais. A expectativa é que, a partir de agora, possamos monitorar melhor e agir”, analisou.

Agência Minas

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