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segunda-feira, 9 fevereiro, 2015 - 21h38

Especialistas cobram ações "duras" do Poder Público para enfrentar crise hídrica

   
Governo de São Paulo
O período chuvoso termina em abril e os reservatórios continuam muito baixos

O desperdício, a poluição e falta de planejamento provocaram a crise de abastecimento de água que atinge a Região Sudeste, e é preciso ações “duras” do Poder Público e políticas de longo prazo para resolver o problema e evitar que volte a acontecer.

A opinião é de Marcos Freitas, professor e coordenador do Instituto de Mudanças Globais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Maurício Broinizi, coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo. Eles participaram hoje (9) de um bate-papo promovido pelo Portal EBC.

Para Freitas, o cenário atual está longe de acabar. “O período chuvoso termina em abril e os reservatórios continuam muito baixos. Se medidas não forem tomadas e seguidas de maneira mais dura, a gente estará em cinco anos discutindo a dessalinização de água e começando a discutir mudanças de atividades econômicas para outras regiões do Brasil. Por enquanto, há uma certa dificuldade do Poder Público de declarar a gravidade do problema”, disse.

Na avaliação de Freitas, a interligação do Sistema Cantareira com a Bacia do Rio Paraíba do Sul, anunciada em janeiro, e a utilização do Aquífero Guarani ainda precisam ser mais bem estudados. “É preciso levar em consideração [que o Rio Paraíba do Sul] já abastece 14 milhões de pessoas e que o consumo está aumentando. Quanto ao Aquífero Guarani, não se tem informações de tempo de recarga, de qualidade da água”, destacou.

Segundo Maurício Broinizi, houve falha de planejamento para enfrentar a crise. “Em 2003 [...] a própria Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo] previa que a região da Grande São Paulo poderia teria problema de abastecimento até 2010. E de lá para cá praticamente nada foi feito para reforçar o abastecimento, reeducar a população”, disse.

Broinizi ressaltou que é preciso promover campanhas de orientação mais incisivas, e com mais informações, para que a população saiba procurar alternativas, como a captação da água da chuva e o reuso de água. “A era da abundância e do desperdício de água acabou. Vamos ter que economizar muito, talvez entrar em racionamento pesado para que a água se sustente nos próximos anos.”

Limite do Cantareira para acionar racionamento é decisão técnica, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje (9) que não existe um percentual de armazenamento limite do Sistema Cantareira que poderia acionar o racionamento de água no estado. Ele informou que a questão está sendo discutida pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “É uma decisão técnica e na hora em que estiver madura, a Sabesp vai falar e nós também”, declarou após participar do lançamento dos dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2014.

O reservatório, que abastece cerca de 6 milhões de pessoas na região metropolitana, subiu hoje 0,2 ponto percentual, chegando a 5,9% da capacidade de armazenamento, contabilizando duas cotas do volume morto. Alckmin destacou que a crise hídrica, que afeta sobretudo o Cantareira, está sendo administrada e que já houve redução de 22% na demanda. “Era mais de 70 metros cúbicos por segundo (70 m3/s), hoje está em 54 [m3/s]. Se todo mundo fizer economia, nós vamos conseguir ultrapassar esse período difícil”, avaliou.

O governador voltou a negar que o racionamento esteja ocorrendo em alguns locais da região metropolitana de São Paulo. Ele explicou que a falta d'água ocorre em razão da diminuição da pressão em alguns pontos. “Não tem nenhum caso de pressão zero. O que tem é válvula redutora de pressão [VRP], que não é novidade. Nós já tínhamos 1,2 mil VRPs, hoje são 1,5 mil. Ela permite uma economia importante, porque reduz à noite e de madrugada”, informou.

Agência Brasil

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