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sábado, 21 março, 2015 - 12h44

Mesmo com chuvas, situação de reservatórios do Sudeste é crítica

   
Margi Moss
Paraíba do Sul

Apesar das chuvas registradas nos meses de fevereiro e março, a situação hídrica continua crítica na Região Sudeste, afirma o professor Paulo Carneiro, do Laboratório de Hidrologia do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além das chuvas, a região foi beneficiada com o fim da influência do bolsão térmico, que impedia a entrada de frente fria e de umidade da Amazônia. Com a proximidade do fim do mês de março, entretanto, as chuvas tendem a ficar escassas e a região entra em um período mais seco.

“Na bacia do Paraíba do Sul, por exemplo, a situação continua crítica do mesmo jeito. Vamos entrar em um período seco com os reservatórios ou no volume morto ou próximo disso. A situação ao longo do ano tende a ser crítica”, diz Carneiro.

“A Agência Nacional de Águas [ANA] e o Operador Nacional do Setor Elétrico [ONS] vão ter de continuar a fazer restrição de vazões em Santa Cecília [estação elevatória localizada em Barra do Piraí, no sul fluminense], tanto para transposição para atender à Bacia do Guandu quanto para atender ao restante da bacia do baixo curso do Rio Paraíba do Sul”, completa.

Na avaliação do pesquisador, não há expectativa de que o nível dos reservatórios da Região Sudeste se normalize antes de 2016. “Não há previsão possível para saber se e como choverá no final do ano de 2015. A expectativa é que 2016 possa ser um ano melhor, mas também pode ser muito crítico. Não dá para ter garantia sobre isso”, comentou.

Segundo Paulo Carneiro, a crise hídrica não é o único motivo para a falta de água em alguns locais do Rio de Janeiro. Segundo ele, em áreas da região metropolitana, da Baixada Fluminense e da zona oeste, o problema de abastecimento é antigo. “Existem várias áreas da região metropolitana do Rio de Janeiro que não recebem água com frequência e onde não há água permanentemente na torneira. Existe uma parte da população do Rio de Janeiro que recebe água full time [o tempo todo], mas uma parte enorme não recebe. E não é de agora, é de muito tempo.”

O pesquisador destacou que o sistema opera em déficit porque falta investimento. “Falta adutora, faltam reservatórios que façam a setorização do saneamento. Falta uma série de coisas e há perdas muito altas nos sistemas.”

Para o professor, mesmo com as campanhas para redução do consumo de água e com exemplos de economia por parte da sociedade, não existe uma pesquisa que comprove o grau de comprometimento das pessoas com a diminuição do desperdício. “Era necessário que um instituto de pesquisa financiado pelos governos fizesse uma enquete para saber qual a percepção, se realmente as pessoas mudaram os hábitos, se controlam mais os seus gastos com água.”

Entre os projetos já levantados pelo governo do Rio para aumentar a oferta de água destinada ao abastecimento está o processo de dessalinização da água do mar. O professor Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química da Coppe, destacou que, pela localização geográfica da cidade, é possível desenvolver o projeto de forma eficiente.

Apesar de ser favorável à ideia, o professor reconheceu a existência de dificuldades para a implantação. “Nossas dificuldades, como país, estão na infraestrutura, na organização e na vontade política, porque as unidades de dessalinização são de construção relativamente simples e de demanda diária baixa. Temos mar próximo ao Rio de Janeiro que pode ser a fonte de captação”, afirmou.

Cantareira volta a subir pelo décimo quinto dia consecutivo

Pelo décimo quinto dia consecutivo, o nível do Sistema Cantareira, maior manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, voltou a subir hoje (21), passando de 12,4% para 12,6%.

Os dados consideram a nova metodologia utilizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que inclui as duas cotas do volume morto.

De acordo com a metodologia antiga, o sistema subiu de 16,0% para 16,3%. Segundo a companhia, o estoque de água no Cantareira corresponde hoje a 160,1 bilhões de litros de água.

O volume de chuva nas represas do sistema já ultrapassou a média histórica para o mês. Até hoje, choveu 180,6 mm no sistema. A média para o período é 178mm.

O nível dos demais sistemas administrados pela Sabesp também subiu hoje. O Guarapiranga aumentou de 79,5% para 81,5%. O Alto Tietê passou de 22,4% para 22,5% e o Alto Cotia, de 60,1% para 61,5%. Os sistemas Rio Grande e Rio Claro saltaram, respectivamente, de 97,8% para 98% e de 41% para 41,1%.

Outros pontos de vista

Você pode acompanhar os índices e outras informações úteis pelo perfil Rios e Ruas no Facebook, explicações e gráficos no site Além do Laboratório, no próprio site da Sabesp e no site Apolo 11. (NR)

Agência Brasil

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