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domingo, 10 maio, 2015 - 20h58

Recuperação de pastos pode melhorar Cantareira, diz pesquisa

   

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a existência de água no Sistema Cantareira depende diretamente da recuperação de áreas de pastagens no local.

Segundo o autor da pesquisa, Oscar Sarcinelli, paisagens cobertas por vegetação têm maior capacidade de proteger o solo contra o impacto da chuva.

“O objetivo da pesquisa foi analisar medidas direcionadas à conservação da água na região do Sistema Cantareira”, explicou Sarcinelli. “Há várias propostas: recuperar as matas ciliares, construir novos reservatórios, fazer transposição dos reservatórios do rio Paraíba do Sul para o Cantareira”, disse ao se referir às propostas que exigem muito dinheiro e tempo. Os pastos são uma realidade da região e, por isso, sua melhoria foi uma das alternativas estudadas por ele.

Fernanda Carvalho | Fotos Públicas
Terreno sem vegetação propicia erosão e deslizamento de sedimentos

Terreno sem vegetação propicia erosão e deslizamento de sedimentos. Todos os anos, mais de 260 mil toneladas de sedimentos vão para o fundo dos reservatórios, rios e córregos que formam o Cantareira. A sedimentação implica a piora da qualidade de água, diminuição do tempo de vida útil dos reservatórios e ampliação dos custos de tratamento da água.

Segundo Sarcinelli, caso haja a recuperação de 88 mil hectares de pastos, que ocupam 38% da área total do sistema, a taxa de sedimentação cairia 30%. Se, além da pastagem, as matas ciliares, aquelas localizadas às margens dos rios, também fossem recompostas, a taxa cairia 44%.

A pesquisa ressalta que a existência de vegetação traz um grande benefício: boa parte da água da chuva se infiltra no solo, o que alimenta os lençóis freáticos. Mais tarde, quando não houver chuva, a água subterrânea continuará fluindo para as represas.

Sarcinelli concluiu que o simples manejo dos pastos tem papel importante, e de menor custo, para a conservação dos reservatórios do Sistema Cantareira. O emprego de uma pecuária mais intensiva, com menos área para criação do rebanho, e pastagens mais densas, não só contribuiriam para a sustentabilidade dos reservatórios, como aumentariam a produtividade do setor.

Cantareira volta a registrar queda no volume de água armazenado

O nível do Sistema Cantareira voltou a cair hoje (10). O manancial perdeu 0,1 ponto percentual do volume armazenado e agora opera com 19,5% da capacidade. Apesar de a média histórica de precipitações para o mês de abril na região dos reservatórios ser 78,2 milímetros, até o momento houve registro de apenas 6,8 milímetros de chuva.

Os reservatórios ainda estão usando as reservas técnicas. Para ultrapassar o volume morto, o sistema ainda precisa armazenar 96,6 bilhões de litros ou 9,7 pontos percentuais da capacidade do reservatório.

O Sistema Alto Tietê ficou estável e opera com 22,6% da capacidade. Os reservatórios atendem a nove cidades, além da zona leste paulistana.

O Sistema Guarapiranga também manteve o volume, que representa 80,9% da capacidade total. O sistema abastece a zona sul de São Paulo.

O Sistema Alto Cotia está com 65,5% da capacidade total, com elevação de 0,2 ponto percentual de ontem para hoje. Essas represas fornecem água para as cidades de Cotia, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Vargem Grande.

O nível Sistema Rio Grande não variou e está operando com 94,8% da capacidade. Os reservatórios garantem água para Diadema, São Bernardo do Campo e parte de Santo André.

Responsável pelo abastecimento de parte da zona leste da capital e os municípios de Ribeirão Pires, Mauá e Santo André, o Sistema Rio Claro teve aumento de 0,1 ponto percentual e opera com 52,7% da capacidade.

Agência Brasil

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