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Agronegócio

Aécio e presidente do BID visitam usinas no Triângulo


Aécio Neves e Luis Alberto Moreno visitaram as instalações da Ituiutaba Bioenergia - Omar Freire/Imprensa MG


BELO HORIZONTE (13/09/08) - O governador Aécio Neves e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, fizeram neste sábado (13), no Triângulo Mineiro, um sobrevôo nas áreas onde estão sendo implantadas duas das três usinas de açúcar e álcool etanol instaladas no Brasil com recursos do BID. As três novas fábricas são da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), joint venture constituída pela Santelisa Vale, fundos de investimento privados norte-americanos e a Global Foods, uma empresa holding registrada nas Antilhas Holandesas, e serão implantadas nos municípios de Ituiutaba e Campina Verde, em Minas, e Itumbiara, em Goiás.

Aécio Neves e Luis Alberto Moreno visitaram as instalações da Ituiutaba Bioenergia, uma das usinas que estão sendo beneficiadas com os recursos do BID, onde foram homenageados pela empresa com uma placa comemorativa da visita. “Fico muito feliz de ver a grandiosidade desse projeto, uma planta que é referência do ponto de vista ambiental e também de tecnologia de ponta. Minas está conseguindo fazer o mapeamento de toda essa região para que não haja excessos que possam amanhã trazer desconforto do ponto de vista social na região. Esse projeto da CNAA tem o nosso integral apoio e obviamente tem, para a nossa alegria, essa parceria importantíssima com o BID”, disse Aécio Neves, em entrevista.

O financiamento de US$ 269 milhões que o BID autorizou para os projetos da Santelisa Vale é parte de um programa abrangente do BID para apoiar o desenvolvimento de fontes de energia renovável e de eficiência energética na América Latina e no Caribe.“Neste projeto aqui de Ituiutaba, fizemos financiamento de 15 anos, sendo que normalmente esse tipo de projeto não tem prazo maior do que três ou quatro anos. Isso é importante, porque se tem término muito mais longo, passa a ser projeto de primeira categoria”, afirmou o presidente do BID.

Centro de inteligência

O presidente do BID disse que a instituição pretende trabalhar em parceria com o Governo de Minas, no incentivo ao estudo e pesquisa no setor de etanol. “Quando conversamos em Washington, Aécio me disse que queria construir em Minas um centro que seja referência mundial de desenvolvimento sustentável de biocombustíveis. Agora vamos estudar, junto com o Banco de Desenvolvimento de Minas, projetos de incentivo a pesquisas que avancem nessa direção”, disse Moreno.

O presidente do BID ressaltou que o financiamento aos projetos de usinas de açúcar e álcool é um marco na história dos financiamentos para esse setor, que têm se apoiado tradicionalmente em empréstimos comerciais de curto a médio prazos, tendo como garantia os recebíveis de exportações. Além do crédito direto, o BID vai ajudar a obter mais US$ 379 milhões com bancos comerciais em um empréstimo consorciado liderado pelo BNP Paribas.

“Queremos trazer para Minas a inteligência mundial do setor. Essa é a fronteira nova a ser desbravada. A próxima etapa do entendimento com o BID é a parceria com o BDMG. Além dos investimentos nas parcerias com o setor privado, vamos trazer novas tecnologias para que as pessoas de qualquer parte do mundo, quando falarem de etanol, se lembrem que existe um estado chamado Minas Gerais, no coração do Brasil, que tem a tecnologia mais avançada para o setor”, disse Aécio Neves.

As novas usinas

As novas usinas do Grupo Santelisa Vale vão gerar cerca de 4,5 mil empregos permanentes de alta qualidade. Elas produzirão até 420 milhões de litros de etanol por ano para o mercado doméstico e gerarão sua própria eletricidade por meio da queima do bagaço (resíduo industrial). A tecnologia de co-geração de energia, que será utilizada, permitirá às usinas produzir eletricidade excedente suficiente para abastecer 400 mil residências brasileiras de médio porte.

As usinas terão, cada uma delas, capacidade de moagem de cana-de-açúcar de 2,7 milhões de toneladas por ano e uma usina de co-geração de 56 megawatts que fornecerá eletricidade para a usina de açúcar e etanol e venderá o excedente para a rede de eletricidade brasileira. As unidades de Itumbiara e Ituiutaba devem entrar em operação neste semestre. Já a usina de Campina Verde deve começar a operar em 2009.

Desenvolvimento do setor

Os investimentos anunciados para o setor sucroalcooleiro, em Minas, já ultrapassaram a cifra de R$ 10 bilhões na construção ou ampliação de 44 usinas de álcool e açúcar. Com a maturação de todos os projetos, a expectativa é de que sejam criados 59.500 mil empregos no setor, em Minas. Dos projetos já anunciados ou em implantação, o último será implantado em 2016 e a maioria entre 2013/14.

Quando em pleno funcionamento, a capacidade instalada de moagem da indústria sucroalcooleira mineira deverá passar das atuais 43 milhões de toneladas para cerca de 100 milhões de toneladas. Com os novos investimentos, a produção estimada é de 5,4 bilhões de litros de álcool e 6,5 milhões de toneladas de açúcar.

Uma comissão especial integrada por órgãos e secretarias de Estado e representantes do setor empresarial e dos trabalhadores está concluindo uma proposta para a questão da proibição da queima da cana e conseqüente mecanização da colheita, com aproveitamento total dos resíduos da cana de açúcar.

Ranking

Minas Gerais é o terceiro produtor de cana e álcool, atrás de São Paulo e Paraná, e de açúcar, atrás de São Paulo e Alagoas. O Triângulo Mineiro concentra hoje 68% da produção de cana-de-açúcar, 79% da de açúcar e 61% do álcool produzido no Estado. Dados do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais (Siamig/Sindaçúcar – MG) indicam que nos últimos seis anos a cultura da cana-de-açúcar registrou expressivo crescimento no Estado.

O setor saiu de uma moagem de 15,5 milhões de toneladas de cana em 2002/03 para 29 milhões de toneladas (2006/07). A produção mineira era de 1,09 milhão tonelada de açúcar e de 635,8 milhões de litros de álcool. No final da safra de 2006, a produção de açúcar situou-se em 1,9 milhão de toneladas e 1,3 bilhão de litros de álcool. O setor passou de quarto para terceiro lugar no ranking de produção nacional.

Para a atual safra (2008/09), a previsão é de uma colheita de 43 milhões de toneladas, alta de 177% no período de seis anos. A produção de açúcar saltará para 2,6 milhões de toneladas, crescimento de 138%, levando-se em conta 2002/03, e as projeções para o álcool são de 2 bilhões de litros, aumento de 214% na comparação com 2002/03. Isso fará com que o Estado suba mais um degrau no ranking de produção, ocupando a segunda colocação nacional somente atrás de São Paulo.


13/09/2008
Agência Minas
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